Presidente do CD emprestou R$ 189,4 mil ao Mogi

Por Lucas Valério

Auditoria finalizada em 28 de abril deste ano atesta que o Mogi Mirim Esporte Clube está em delicada situação financeira. O relatório de 16 páginas publicado pela LAM Auditores Independente aponta que o clube fechou 2015 com um passivo descoberto de R$ 10.868.462,00. De acordo com a empresa, que realiza auditorias anualmente no clube, a situação será revertida somente mediante adoção de medidas que enfatizam, entre outras a redução a redução dos custos fixos, o aumento das receitas, a readequação estrutural e o aporte de recursos.

“Tudo aliado à melhoria substancial da gestão desses recursos. Medidas essas que se não forem adotadas, poderão refletir na manutenção e na continuidade das atividades funcionais”, ressalta a LAM no documento. Entre os principais ‘culpados’ por este cenário está a adoção de empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo. De acordo com o relatório, R$ 189.408,00 foram emprestados ao clube pelo presidente do Conselho Deliberativo, Luís Omar Cardoso Pinheiro.

O ex-presidente do Paysandu assumiu a função na polêmica eleição de 28 de novembro de 2015, quando a chapa do então vice-presidente Victor Manuel Simões foi impugnada e Luís Henrique de Oliveira foi reeleito por aclamação. Simões também aparece na lista de credores. O português colocou R$ 11.626.248,00 no clube. O valor é superior em quase R$ 700 mil em relação aos R$ 10,9 milhões da dívida que o empresário assumiu com o ex-presidente Rivaldo. A negociação, porém, não implicou em pagamento à vista, já que o ex-jogador receberá o montante em 22 parcelas de R$ 500 mil (divididas em 11 anos). De qualquer forma, quem surge na lista de ‘financiador’ é Victor Manuel Simões e não mais Rivaldo.

O dinheiro investido por dirigentes em meio à falta de receita é uma prática comum no clube. Nos últimos anos, o balanço financeiro do Mogi aponta este direcionamento. Em 2014, por exemplo, o Sapo fechou o ano com R$ 10.457.960,00 de dívidas. Deste total, R$ 10.364.840,00 foi oriundo de empréstimos feitos pelo ex-presidente Rivaldo. A LAM ainda apontou a entrada de R$ 93.120,00 através da CSR Events Turismo Prom.Esp.Ltda, que também pertence a Rivaldo. A lista prossegue com R$ 6.985.191 em 2013 (devidos a Rivaldo), R$ 16.366.394,00 em 2012 (sendo R$ 8.216.485,00 devidos a Rivaldo e R$ 8.149.909,00 devidos a Hélio Vasone Júnior), R$ 9.621.977,00 em 2011 (sendo R$ 6.636.669,00 devidos a Rivaldo e R$ 2.985.308,00 devidos a Vasone) e R$ 7.317.843,00 em 2011 (devidos a Rivaldo).

Nesta demonstração de sobras e perdas, há um déficit de R$ 1.768.237,00. O número negativo surge mesmo com o aumento da receita bruta de R$ 4.628.983,00 em 2014 para R$ 8.421.442,00 em 2015. Como base para análise, no último exercício, o Mogi Mirim teve mais despesas com futebol (R$ 4.820.591) do que a receita bruta do ano anterior. Em 2014, o déficit apontado pela LAM foi de R$ 2.686.566,00. O balanço completo, com 16 páginas, está á disposição no site da Federação Paulista de Futebol (FPF) na área de finanças. Os clubes são obrigados a publicar anualmente seus demonstrativos financeiros. Quem deseja conferir o relatório do Mogi Mirim pode clicar neste link e saber mais sobre as movimentações financeiras do clube em 2015.

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