Euro: Um prato cheio para quem gosta de futebol

Por João Gonçalves

Que me desculpem os bairristas, ou melhor, os nacionalistas. A Copa América que o Brasil começou a disputar no último domingo não pode ser comparada a Eurocopa sob nenhum aspecto. Seja pela quantidade de bons jogadores em campo, pela quantidade de bons times que podem sim postular o título, pelas cifras envolvidas em contratos de publicidade, pelo capricho e estrutura que se tem em estádios de primeiro mundo e mais um monte de coisa. Começa nesta sexta-feira o segundo maior campeonato entre seleções do planeta, naturalmente atrás apenas da Copa.

Meu favorito? A França. País que vive dias tão particulares e de angústia provocada por atentados terroristas, cheias de rios que não param de alagar cidades, convivência muito delicada dos locais com um numeroso contingente muçulmano e protestos e mais protestos populares para dizer um não retumbante às reformas trabalhistas. Dentro de campo a história é outra. Tudo caminha perfeitamente, ou quase tudo.

Os Blues são a única seleção que pode se dar ao luxo de abrir mão de nomes como Ribery, Nasri e Benzema e continuar sendo postulante ao título. Dizem que o centroavante do Real não foi chamado por problemas de aceitação no grupo. Mas, outra forte corrente vê um motivo religioso pela origem islâmica do jogador que tem pais argelinos.

A surpresa? Se formos falar em termos de tradição, certamente esta candidatura é da Bélgica. A geração mais talentosa da história do país parou nas quartas da Copa do Mundo do Brasil e atravessa seu auge neste 2016. Mas, se a aposta é pra quebrar a banca sozinho, indicaria a Islândia. Isso mesmo. Lá na terra onde provavelmente todos nós viraríamos pinguim há um time que deixou a Holanda fora do torneio.

Numa prateleira só um pouquinho abaixo da francesa, estão Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha. A geração jovem inglesa é muito boa, mas, o peso de não ganhar nada há meio século é um fardo duro de carregar. A Itália nunca teve um meio de campo tão pobre com a ausência de Pirlo, mas continua sendo equilibrada em defender e atacar. A Alemanha não tem mais os grandes ídolos do passado recente, mas tem o melhor treinador e faz tempo. A Espanha já se renovou em parte e talvez tenha a melhor mescla.

Por último uma pergunta. Craques indiscutíveis podem levar times mais fracos ao topo? Cristiano Ronaldo em Portugal, Gareth Bale no País de Gales e Zlatan Ibrahimovic na Suécia vão responder isso. A primeira fase está inchada, não deve ser lá muito competitiva, porém, quando chegar a fase eliminatória será uma competição sensacional.

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