Doping: O maior desafio

O assunto não é novo. Desde que o esporte passou de uma simples diversão para uma competição na qual ganhar é o mais importante, o uso de substâncias ilícitas é uma realidade. Esportes inteiros manchados. Talvez aquele que tenha sofrido mais com essa mazela, seja o ciclismo. Não há um evento de grande nível no mundo em que alguns dos principais nomes do pedal mundial não sejam suspeitos, ou mesmo, comprovadamente condenados pelo uso de substâncias ilícitas.

Lance Armstrong, que ganhou sete vezes a Volta da França, maior competição da modalidade, e era tido como exemplo de superação por voltar a competir depois de se curar de um câncer, foi banido do esporte por uso sistemático de doping. A ala da vez das drogas no esporte é a delegação da Rússia.

Mais especificamente, a delegação de atletismo, pois o Comitê Olímpico Internacional, (COI), que chegou a cogitar até banir o país dos jogos, agora deixou a decisão com as confederações, fazendo a ressalva de que, os atletas que já foram punidos em alguma oportunidade estão excluídos. Diferentemente dos casos isolados em Atlanta, Sidney e Pequim, agora a desconfiança é de que haja um esquema que envolva até, o presidente russo, Vladimir Putin. No caso do atletismo, toda a delegação está proibida de vir ao Brasil.

É claro que todos que gostamos de disputas acontecendo de forma limpa, devemos apoiar a exclusão de atletas que competem rotineiramente “sujos”. É bom que os instrumentos da política antidoping estejam avançando e tentando correr atrás da sempre velocíssima indústria das ilegalidades para aumento de performance e rendimento. Mas, o simples aplauso nunca é suficiente. Sempre é preciso questionar, levantar dúvidas, ser chato mesmo, e tentar impedir o direcionamento ou a generalização.

Aí ficam algumas perguntas para a reflexão do amigo leitor e principalmente do esportista. Será que só a Rússia age de maneira orquestrada como nação para ver seus atletas subirem ao alto do pódio? Será mesmo que a ânsia absoluta dos chineses por medalhas quando sediaram os jogos não desencadeou algo semelhante? Será que não existem razões e políticas que vão muito além do esporte para uma possível execração pública de um país?

Pior. Atletas consagrados e que não tem uma manchinha de doping no curriculum. Estão indo juntos nessa. Elena Isimbayeva, bicampeão do salto com vara, nunca teve nada provado contra si e não poderá vir ao Rio? Essa generalização é justa? Necessária? Ou é burra? Se quiser me ajudar a responder mande sua opinião pelo email jornalgrandejogada@grandejogada.com.br

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *