Os vários motivos para começar a dançar balé

Corpo perfeito, vida saudável ou inserção de atividades prazerosas ao dia a dia. Não importa a meta, certo é que o número de praticantes de exercícios físicos vive em uma linha ascendente. Também é possível cravar que é impossível determinar um método melhor. Os objetivos, como os acima destacados, variam ou até se entrelaçam. O biótipo também direciona resultados diferentes para práticas iguais. Ou para a recíproca desta última frase.

Ou seja, na visão leiga, pode parecer inimaginável, mas é real a possibilidade de queimar gorduras idênticas com movimentos tidos rudes como o muay thai ou suaves como o balé. Tudo é uma questão de prisma, e, claro, de dedicação individual. A professora de dança, Aline Prado, tem a dança inserida em sua vida há 15 anos e entende muito bem os benefícios resultantes desta dança.

“O balé realmente é um exercício completo, trabalha equilíbrio, força, flexibilidade, resistência, agilidade”, destacou. Segundo Aline, o balé é muito procurado para a correção de postura corporal, seja para crianças ou adultas. “Mas claro que isso vai bem além. Tem que gostar do balé. Não são todas que vão gostar, pois a rotina é muito exigente”, explicou.

Apesar da suavidade vista da ótica de quem acompanha os movimentos, o balé pode ser tratado como um exercício completo. Trabalha a musculatura do corpo todo, inclusive, promove a hipertrofia, já que são realizados diversos saltos e muita sustentação de posturas e posições. “Como preparação para os exercícios próprios do balé, é feito sempre um trabalho de flexibilidade. Não dá pra separar uma coisa da outra, pois todos os exercícios exigem que a bailarina seja flexível”.

Para que a dançarina evolua, um aspecto muito importante é a percepção corporal é muito importante. “E a maioria das pessoas não tem. O balé desenvolve muito essa percepção, pois o bailarino tem que ser consciente do seu corpo para realizar os movimentos. Eu diria que essa percepção é importante para muitas tarefas diárias, até porque ter uma boa consciência do seu corpo evita que você se lesione”, pontuou a professora.

O balé ainda é destacado como um ‘desenvolvedor’ da coordenação motora e de agilidade, pois a medida que a bailarina vai aprendendo e passando os estágios, os passos e exercícios vão ficando cada vez mais rápidos e difíceis, aumentando o grau de dificuldade. Na visão de Aline, quem busca inserir o balé em sua rotina tem dois focos. O amor à dança e o interesse pela atividade física, sobretudo, que dê prazer.

ALINE – A itapirense ingressou no mundo da dança com uma idade não muito típica. Apesar da paixão por atividades que envolvem o movimento corporal, como a ginástica artística, começou as aulas aos 19 anos. Desde então tem mesclado a rotina de aluna e professora. Atualmente está em formação pelo método Royal de ensino de balé. Este é um dos inúmeros estilos desta dança, que também possui métodos como o russo, o inglês e o cubano.

“O balé é um estilo de dança que sempre tive muita fascinação. Iniciei meu aperfeiçoamento na Sol Companhia de Dança e continuo fazendo aula lá na Adágio, em Mogi Mirim. Há três anos fui convidada pelo Alexandre Carbas para assumir umas aulas de balé infantil”. Hoje Aline dá aula para turmas que vão de menores de 3 anos até 11 anos. “Este ano abrimos a turma de balé adulto e foi um sucesso e nós estamos se realizando juntas”.

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