Papo com João: Os preferidos do novo professor

João Gonçalves

Passada a euforia do inédito ouro olímpico (e ela deve mesmo passar rápido, pelo menos, para o time masculino de futebol) a atenção já está voltada para o time principal que tem dois compromissos importantíssimos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, no próximo mês de setembro.  Fundamentais não pelos confrontos por si só, mas, pela situação do Brasil na tabela de classificação e pelo risco real de ficarmos fora de um mundial. Por enquanto, amargamos um modestíssimo sexto lugar e para complicar ainda mais o que não está simples, o próximo compromisso é contra o líder Equador, em Quito. Na sequência, a disputa será em Manaus, contra a Colômbia.

Na manhã da última segunda feira (22), saiu a lista de convocados de Tite para esses dois compromissos difíceis. Dos 22 convocados, sete defenderam a seleção olímpica no Rio. Um número um tanto quanto alto se levarmos em consideração a complexidade dos desafios que vem pela frente. É verdade que alguns desses nomes já possuem rodagem suficiente para não sentir o peso das partidas decisivas. Estamos falando de Neymar que precisa estar em ualquer lista feita em sâ consciência. Estamos falando de Renato Augusto, que cada vez mais paree se encaminhar para ser o líder técnico e psicológico de um meio de campo cheio de jovens. E de Marquinhos, que há om tempo joga em primeiro nível na Europa.

Mas, estamos falando também de Weverton, que, de uma hora para outra passou de carta fora do baralho, inclusive para a equipe olímpica, já que ele só entrou na turma porque Fernando Prass se machucou, para possível titular da principal. Eu confesso não saber o motivo. Só por ter defendido um pênalti na final. Ou por ter passado quase sem tomar gol um torneio composto, em sua maioria, por ataques horríveis? Estamos falando também de Rodrigo aio, que até outro dia era detestado pelo torcedor do São Paulo, chamado de jogador de condomínio pelo seu diretor e como num piscar de olhos virou esperança para a defesa. Tudo em. Esse tem futuro. Vai para ganhar experiência, ser reserva. Mas, e se precisar jogar? O amigo leitor confia? Eu não.

No ataque a coisa é ainda mais preocupante. Cada vez mais enxergo que dependemos de Neymar. Não que Gabigol e Gabriel Jesus sejam apostas ruins. Longe disso. Mas são apostas, não são garantias. Podem arrebentar e levar a bola para casa, assim como podem sumir, evaporar ou derreter om a pressão das Eliminatórias. Mas, se não quisesse apostar, quem Tite chamaria? Ricardo Oliveira? Fred? Jonas? Não queria estar na pele do comandante. Gosto do seu trabalho, mas acho sinceramente que pegou uma bomba-relógio prestes a explodir. Sem querer bancar o pessimista, temo que o Brasil fique fora da Copa da Rússia.

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