A importância do esporte na infância e adolescência

 

Elaine Cristina Navarro*

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, existe uma projeção que em 2025 exista cerca de 2,3 milhões de pessoas com sobrepeso e mais de 700 milhões de obesos, onde o número das crianças com sobrepeso e obesidade poderá chegar a 75 milhões caso nenhuma ação seja tomada.

No Brasil, um estudo divulgado pela revista científica Lancet aponta que já existem cerca de 30 milhões de pessoas obesas, onde foi considerado o índice de massa corporal acima de 30. O cálculo do conhecido IMC (Índice de Massa Corporal) é feito pela divisão do peso corporal pela altura ao quadrado.

É principalmente na infância que devemos estimular a prática de atividades físicas, pois, é neste momento que podemos proporcionar as mudanças na sua característica física e até genética. Uma criança estimulada na infância e na adolescência a praticar esportes, tem muito mais chances de se tornar um adulto ativo também, independente da formação do seu DNA, da mesma forma que uma criança obesa tem a probabilidade de ser um adulto obeso caso não seja feito nada nessa fase.

Esportes coletivos ou praticados em grupo beneficiam a criança em vários aspectos, sejam eles fisiológicos, motores e psicológicos. Eles envolvem ainda as questões culturais, de lazer e contribuem para o desenvolvimento das suas potencialidades, permitindo que a criança saiba lidar com seus companheiros, adversários, conquistas e frustrações e ainda desenvolverem valores como respeito e cooperação, facilitando a convivência em grupo.

É muito importante que a criança esteja inserida em um ambiente agradável, de brincadeiras e diversões, para que ela se sinta envolvida e motivada, evitando qualquer tipo de pressão dos pais em relação à prática excessiva de esportes com a finalidade que a criança vire um grande campeão ou atleta, é preciso respeitar as capacidades e as habilidades da criança, ela tem que gostar e se divertir com o esporte que decidiu fazer.

Mas o que levar em consideração antes de escolher um esporte para seu filho? O ideal é que um médico pediatra faça uma avaliação da criança, avaliando seu histórico, o histórico da sua família, verificar se a criança tem alguma doença ou alguma restrição para determinada atividade física, mas acima de tudo é importante que a criança tenha a oportunidade de experimentar diversas modalidades e demonstrar interesse e afinidade por determinado esporte e que ela seja respeitada, caso não queira mais fazer o esporte que escolheu.

Independente de fazer um esporte ou não, é possível que os pais motivem seus filhos a fazerem atividades físicas, criando oportunidades interessantes para se exercitarem juntos com seus filhos, seja em casa, em praças e locais de lazer de sua cidade. Caminhar, pular corda, dançar, pular amarelinha, jogar bola, queimada são algumas das opções que podem ser resgatadas e que vai trazer alegria e bem estar para a criançada.

*Elaine Cristina Navarro é estudante de pedagogia e tem uma página de motivação ao emagrecimento saudável

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