Ivan Albano, triatlo e 25 anos de aprendizado e superação

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Desde setembro, o GRANDE JOGADA trouxe uma série de entrevistas especiais com personagens do triatlo regional. Atletas ou ex-atletas que contribuíram para que a modalidade se tornasse uma das referências na região. Para encerrar 2016, o convidado é Ivan Albano, atleta que registrou neste ano uma marca especial.

Em novembro, o mogimiriano completou 25 anos no esporte. Bodas de triatlo para um dos principais nomes do ironman brasileiro e que, justamente neste ano especial, se consolidou como a grande estrela do ultraman no país. Uma história que, para ser contada, precisa retornar ao final de 1991, quando, de forma curiosa, Ivan encontrou-se com o triatlo.

Há pouco mais de 25 anos, ele era skatista da mesma equipe de Sandro Dias, o Mineirinho e de Bob Burnquist, atuais estrelas do skate e com quem Ivan andava junto em São Paulo. “Caí vários tombos, tive fraturas sérias. Um dia, estava andando na pista em Mogi Mirim e estava tendo uma prova de um esporte lá, triatlo né”, brinca.

Esta prova terminaria no Posto Tio Jordão, após a natação ser realizada na Chácaras São Marcelo e o ciclismo pela rodovia SP-340. “A princípio eu olhei aquilo e pensei, que coisa de louco, como um cara consegue fazer um negócio desse”. Cansado do skate, mas ainda disposto a colocar o corpo em desafios, Ivan quis encarar o triatlo. O problema era a água.

O único problema é que eu não sabia nadar. Eu ia no Clube Mogiano e assistia escondido, assistia o treino do pessoal, esperava todo mundo ir embora e caía na água e ia ficando lá, perdendo o medo, mas só quando não tinha ninguém”. A estratégia durou até o dia em que o professor flagrou o menino e o colocou para aprender. A insistência rendeu a vitória sobre um grande desafio. Nas primeiras provas, Ivan ainda temia a água, mas, aos poucos, transformou a barreira em oportunidade.

Como saía da água quase sempre entre os últimos colocados, precisava se superar no ciclismo e na corrida. “Isso aí me deixou um cara mais aguerrido e, hoje em dia, eu entendo porque me dou bem em provas mais longas. E eu sempre focava em ultrapassar o pessoal, saia da água e ia para o ataque. Saia como se fosse um caçador”.

A superação rendeu um bom tempo na estreia, em um short triatlo (distância mais curta na modalidade) em Itatiba. Com o esporte cada vez mais inserido na rotina, Ivan contou com os ensinamentos de Hilton César Reis na natação, Elizeu Bertini no ciclismo e Gildo Piardi na corrida. Após um tempo, deixou Mogi Mirim e foi morar em San Diego, nos Estados Unidos.

Foi durante a estadia fora do país que, em 1997, Ivan teve o primeiro contato com provas de distâncias mais longas. A estreia em competições internacionais ocorreu em um tradicional festival da modalidade próximo a San Francisco. Como perdeu o prazo para inscrições no short, foi orientado por seu professor a se arriscar em uma distância maior, mesmo que fosse apenas para não perder a chance de participar do evento.

Mesmo sem experiência em um meio ironman, venceu o geral na categoria amador, superando mais de mil concorrentes. O bom resultado lhe garantiu uma vaga no Mundial de Ironman, em Kona, no Havaí e mais uma vez precisou ser convencido a encarar o desafio. “Foi um momento marcante na minha carreira, fui homenageado na universidade, ganhei bolsa de estudos e aceitei ir para o Havaí”, relembrou.

No Mundial, concluiu o percurso de seu primeiro ironman em 10 horas, marca considerada ótima pelas condições do local. “De lá para cá me especializei nesta distância. Fui picado pelo bichinho e completei 28 ironman até hoje e penso que poder chegar até uns 50”. Superando expectativas até pessoais, alguém duvida do que ele é capaz?!

Post Author: Repórter Mogyana

Repórter Mogyana