Meus pedidos futebolísticos para o Papai Noel

Passado um dia da celebração do nascimento de Jesus Cristo, de um final de semana de muita festa e comida gostosa, de reuniões familiares e descontração, confesso aqui no Blog qual foi a minha lista futebolística para o Papai Noel.

Começo falando pelo pedido que mais deve dar trabalho ao senhor de barba branca que mora na Lapônia. “Querido Papai Noel, quero muito que dê um jeito nos meus times aqui na Baixa Mogiana. Sei que há alguns anos, Mogi Mirim, Esportiva Itapirense e Atlético Guaçuano não tem sido bonzinhos, mas, nem por isso, o senhor deveria esquecê-los”.

Não sei se o Bom Velhinho me dará atenção, mas Sapo, Coelho e Mandi precisam tanto desta atenção. Olha aí a lista que fiz pensando exclusivamente neles:

– Que a diretoria do Mogi Mirim não seja amadora como tem sido há alguns anos

– Que paguem os funcionários e jogadores em dia

– Que contratem um técnico que não tenha um passado de quedas e sim de acessos

– Que contratem jogadores que suportem uma Série A2

– Que o Sapo não caia para a Série A3

– Que o torcedor volte a ir ao estádio e impeça a queda mais vergonhosa da história do Sapo

– Desejo que os CTs continuem em plenas condições para uso do Mogi Mirim

– Que haja um projeto profissional de marketing para resgatar a torcida e captar recursos

– Que os recursos sejam amplamente utilizados pelo Mogi Mirim Esporte Clube

– Que a Esportiva Itapirense tenha um time para jogar a Bezinha

– Que a Esportiva Itapirense tenha uma diretoria de conhecimento público

– Que esses diretores tenham um projeto de acesso para a Série A3

– Que a base seja utilizada pelo bem da Esportiva e não de terceiros

– Que esses diretores tenham uma postura profissional no dia a dia do clube

-Que também paguem em dia seus colaboradores e jogadores

– Que o torcedor lote o Chico Vieira e empurre o time para mais um acesso

– Que o Atlético Guaçuano retome suas atividades na base e no profissional

– Que alguém tenha a sanidade de reformar o Camacho e deixa-lo apto para uso

– Que o poder público entenda que é possível contribuir com as agremiações

– Que as agremiações sejam sérias ao ponto de receber apoio público

– Que a torcida lote o Camacho e o time volte à Série A3

– Que o Guaçuano também volte a ter uma diretoria de conhecimento público

– Que o Guaçuano volte um dia a ter um jogo como aquele com o Marília. E ganhe

– Que a Esportiva volte um dia a Série A2. E tenha profissionais que não sabotem o trabalho

– Que o Mogi volte um dia a ter um jogo como aquele com o Santos. E ganhe

– Que em 2017, eu possa dar muito mais notícias positivas do que negativas sobre estas tradicionais agremiações

A lista de desejos não para, é claro. Desejo paz nos estádios. Que este seja o grande legado deixado pela tragédia que, por uns dias, uniu o Brasil e o mundo do futebol. Que o sentimento de lembrança pelas 71 pessoas que se foram no dia 29 de novembro não tenha sido apenas uma fagulha.

Que a Chapecoense faça mais uma campanha brilhante, agora na Copa Libertadores. E que vença, com gols e festa, uma competição internacional. Pode ser a Recopa, contra o Atlético Nacional. Que o primeiro jogo desta decisão seja na Arena Condá, para que os colombianos sintam, durante o jogo inteiro, o carinho eterno que terão dos chapecoenses e dos brasileiros.

Que o Atlético de Madrid ganhe a Liga dos Campeões. Que o Napoli vença o Campeonato Italiano. Que o Bayern não vença a Bundesliga. Que o melhor do mundo não seja Cristiano Ronaldo nem Messi. Mas que eles sigam nos encantando com muita técnica e magia pelos campos do mundo. Que a corrupção siga sendo expurgada do futebol. Que Marco Polo del Nero viaje para Nova York. Que um novo presidente da CBF não seja da laia de Havelange, Teixeira, Marin ou de Del Nero. Que seja possamos voltar a crescer no ‘pós 7 a 1’ e voltar a ser a nação que não só é referência dentro de campo, mas que tira meninos do mau caminho fora dele. Que o futebol siga sua missão de desenvolver e entreter a sociedade. Que siga não sendo apenas um jogo!

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