O PERIGO DAS PÍLULAS ANTICONCEPCIONAIS

Elaine Cristina Navarro*

As pílulas anticoncepcionais revolucionaram o mundo feminino em meados dos anos 1960. Elas trouxeram mais liberdade e mudaram os hábitos sexuais das mulheres daquela época. No entanto, atualmente o uso indiscriminado desse medicamento vem se tornando um problema, pois muitas mulheres não estão conscientes dos riscos que as pílulas anticoncepcionais podem trazer para sua saúde.

Este tipo de medicamento deve ser prescrito por um médico ginecologista e muitos fatores devem ser avaliados para escolha do melhor método. A prescrição geralmente deve ser feita a partir de um exame clínico detalhado, bem como a aferição da pressão arterial e perguntas sobre seu histórico familiar e rotina. Perguntas sobre tabagismo e sedentarismo são essenciais para a prescrição da pílula anticoncepcional, uma vez que pessoas fumantes têm muito mais chances de sofrerem AVC (Acidente Vascular Cerebral) e em outros casos até tromboses, usando esse tipo de medicamento.

Cada vez mais cedo as mulheres vêm adotando o uso de pílulas como método contraceptivo, não se importando com as mudanças físicas e emocionais que ela pode trazer. Essas mudanças ocorrem por causa dos hormônios sintéticos e podem ser: aumento e sensibilidade nos seios, ganho ou perda de peso, acne, sensibilidade emocional, mudanças bruscas de humor, sangramento irregular e a temida falta de libido. Os efeitos colaterais principais das pílulas vão desde o aumento do risco de derrames, ataques cardíacos, tromboses, AVC, enxaquecas, aumento da pressão arterial, até dores de cabeça e alteração no fluxo menstrual.

A pergunta que não quer calar: Que métodos não hormonais seguros eu posso utilizar? O principal deles é a camisinha, que além de seguro para evitar a gravidez, também evita doenças sexualmente transmissíveis. Existe também o DIU de cobre que é um pequeno implante que é introduzido no útero e causa uma inflamação do endométrio, que é o tecido que reveste a parte interna do útero. Esta inflamação faz com que o local seja indesejável para o espermatozóide, não facilitando a fecundação do óvulo. Existem outros métodos menos conhecidos que são o Diafragma, os Espermicidas e os Anéis vaginais, que também tem sua eficácia se utilizados de forma correta.

Não quero demonizar o uso das pílulas anticoncepcionais, na maioria das vezes ela é segura para as mulheres, mas seus riscos não devem ser ignorados, principalmente se você tiver alguma predisposição ou casos de trombose na família. Lembre-se sempre, todos os métodos contraceptivos devem ser indicados por um médico ginecologista, que saberá o que é melhor para sua saúde.

*Elaine Cristina Navarro é estudante de pedagogia e tem uma página de motivação ao emagrecimento saudável

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