Luiz: “Eles querem acabar com o Mogi”

Pivô da maior crise política e administrativa da história do Mogi Mirim Esporte Clube, o presidente Luiz Henrique de Oliveira soltou o verbo contra o grupo que quer ele e toda a diretoria fora do Vail Chaves. No sábado (24), após a vitória contra o Volta Redonda por 2 a 1, que tirou a equipe da zona de rebaixamento do Grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, ele concedeu entrevista à Rádio Visão FM e reagiu à decisão dos associados em afastar os dirigentes de suas funções devido aos problemas financeiros vivido pelo Sapo.

“Isso (tentativa de tirá-lo do cargo) vem acontecendo desde quando assumi o clube. Não é de agora. Com dois meses da minha gestão, eles vêm tentando tomar o clube. A gente está passando esse clube a limpo. Então, temos sofrido muitas dificuldades realmente. Eu não fujo da minha responsabilidade, mas, pode ter certeza, o rebaixamento do paulista (da A2 para a A3) pode colocar na conta deste grupo, um grupo que sabota”, apontou.

Para Oliveira, os oposicionistas não são sócios, porque não participam do dia-dia do clube e não ‘põe uma bala nesse clube’. “Não quiseram pagar, chamei para vir participar do clube, abri o clube, entendeu, não querem pagar R$ 40,00 de mensalidade. Por outro lado, só atrapalham o clube, ficam criando uma insegurança jurídica tremenda, eu tenho que, com os parcos recursos que temos, que poderíamos colocar no futebol, ficar me defendendo a todo momento, porque toda semana eles entram na Justiça”, reforçou.

O presidente foi além.  “Acho que tem que ser dado nome aqui. Tem que ser dado o nome das pessoas, porque na verdade, eles querem acabar com o Mogi Mirim. A ideia deles é acabar, vender esse estádio, acabar e construir prédio aqui. Enquanto eu estiver aí, eu ser presidente, isso não vai acontecer, porque eu não participo desse tipo de conluio”, ressaltou.

Por isso, assegurou que a diretoria não vai se calar. “Toda sabotagem que nós temos aqui, mas, graças a Deus temos vencido isso e vamos vencer, porque a gente vai até o final. O nosso departamento jurídico está estruturado e preparado. Estamos tomando todas as medidas judiciais cabíveis para esse caso. Temos uma Justiça muito forte em Mogi Mirim, ela não se pauta com mentiras e calunias de um bando de baderneiros que querem bagunçar o clube, querem depenar o clube, já querem dilapidar o clube, a palavra é essa”, atentou.

Oliveira lamenta que o cenário tenha afastado o torcedor do estádio. Nos três jogos que fez no Vail Chaves na Série C (Bragantino, Tupi e Volta Redonda), pouco mais de 100 torcedores pagaram ingresso. “Tem afugentado (o torcedor) porque eles usam uma prática nefasta, eles repetem a mentira por várias vezes até que ela se torna uma verdade. Mas, o torcedor realmente do Mogi Mirim, sabe do que estamos fazendo, sabe do trabalho que estamos tentando implantar aqui no clube, e ele sabe da dificuldade”, observou.

Apesar da bronca, Oliveira garante que tenta separar a esfera política da esfera esportiva. Assim, disse que tem procurado blindar o elenco contra os problemas extracampo.  “É estar próximo do elenco, conversar com eles, mostrar para eles a realidade do clube, mostrar as dificuldades, estamos com 30 pessoas aqui dentro, temos gerido esse clube da melhor maneira possível, mas a gente sabe que a dificuldade é grande, que só se taca pedra quando a árvore dá bons frutos, a gente está no caminho certo, trabalhando”.

Por fim, fez convite ao vivo a todo torcedor mogimiriano. “Quero convidar você a participar do dia a dia do clube, vir participar do momento político do clube, vem nos ajudar, são R$ 40,00 a mensalidade, vem estar conosco aqui. Se ama o Mogi, vem nos ajudar. Às vezes a gente toma a medida de tirar o jogo daqui, porque temos tido muitas dificuldades para fazer o jogo aqui, podemos correr o risco maior de chegar e não ter o jogo porque tem que pagar. Hoje mesmo, semana passada, temos tido prejuízo de R$ 15 a 20 mil por jogo”.

E acrescentou. “Eu preciso do torcedor. Mas, a gente entende o torcedor, ele foi muito maltratado aqui, então a gente tem que trazer o torcedor de volta, dar carinho ao torcedor, montar uma equipe competitiva, isso é o que traz o torcedor, o resto é falácia, o resto é engano, o resto é mentira.

 

 

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