Papo com João: Dois anos de Oliveira no Mogi

Neste mês de julho se completam dois anos da gestão Luiz Henrique de Oliveira no Mogi Mirim. Com ela muitos problemas que, anteriormente, eram impensáveis em um clube que, em um passado não tão distante, era visto como exemplo de gestão esportiva dentro e fora de campo. Nem mesmo na polêmica gestão Rivaldo, o Sapo se viu envolvido em questões judiciais de toda a natureza, uma crise de credibilidade que, na melhor das hipóteses, levará meia década para ser superada e o consequente desempenho desastroso nas competições que disputa.

O torcedor, que já não recebia o melhor tratamento nas gestões anteriores, agora está em quinto plano. Não são raros os casos em que ele é visto como inimigo. Sim, todos aqueles que se manifestam contrariamente as decisões desta gestão, é visto como alguém que quer apenas tumultuar. Essa visão maniqueísta das coisas favorece o vitimismo.  E é esse vitimismo que dá margem a subterfúgios como acusações de sabotagem, sem relatos objetivos dos fatos, tentando criar uma cortina de fumaça.

Esse discurso não tem se sustentado por uma simples razão. Não existe nada que impeça esse ou qualquer outro presidente a pedir para sair. Ninguém é obrigado a ficar tomando prejuízo um mês após o outro. No entanto, por mais que reclame da atual situação, Oliveira em nenhum momento cogitou publicamente a saída. Ao contrário, tem estabelecido parcerias para “tocar” a equipe profissional sem dar nenhum tipo de satisfação à torcida e à imprensa que, por tentar cumprir seu papel informativo e investigativo sofre represálias.

São quatro campeonatos disputados e três rebaixamentos. A Série A3 não era destino nem no pior pesadelo do torcedor. Em 2018 ela é a mais pura realidade. Num futuro próximo, o Mogi tem no horizonte apenas torneios sem receita garantida e com custo elevado, bem diferente de quem disputa a elite paulista e a segunda divisão nacional, cenário do Sapo no meio de 2016, quando esta gestão assumiu.  Não é preciso ser genial para prever que o cenário de ações civis,, trabalhistas e fiscais, tende a se agravar e a dívida a crescer assustadoramente.

Um cenário de falência, admitido pelo próprio Oliveira que, em assembleias e balanços faz questão de mostrar, mas, as decisões do dia a dia do clube ficam trancadas a sete chaves. Não fosse a movimentação de alguns mogimirianos, a cidade não teria mais time. O Mogi Audax estaria jogando em Osasco, para nunca mais voltar. Ainda bem, não aconteceu. Aliás, essa movimentação de torcedores é o que se tira de positivo desses dois anos.

 

 

 

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