Editorial: Carta aberta ao presidente do Mogi Mirim

Escrever sobre o Mogi Mirim Esporte Clube é algo prazeroso. A história deste clube é enorme e os personagens e capítulos sempre tiveram uma relevância, a nível municipal, nacional ou até internacional. Porém, há algum tempo, o prazer não é o fator dominante. É preciso ter a consciência de que algumas pessoas acham que são o sol. Que as pedras são apenas jogadas contra si e, pior do que isso, que são inatingíveis.

Desde 15 de julho de 2015, o Mogi Mirim tem um novo ‘dono’. Pois é, Luiz Henrique de Oliveira, o senhor não é o primeiro a achar que o clube é uma empresa tradicional e que pode fazer o que bem entender. O Mogi é como um patrimônio de capital aberto, que deve justificativas à sociedade. É ela que deve (ou deveria) dar o respaldo para que o projeto nunca morra. Neste sábado, Luiz Henrique completa dois anos à frente da presidência.

Um cargo que talvez nem ele tenha percebido qual é o tamanho. Nestes dois anos, além de rebaixamentos e dívidas, Luiz se tornou um especialista em discursos vitimistas. Luiz, você é o presidente e o Sapo caiu sob sua gestão. Não foram terceiros que não fizeram planejamentos adequados, que contrataram mal, que não pagaram as dívidas assumidas e que, por consequência, rebaixaram o Mogi para a Série A3 pela primeira vez na história. E se alguém, de fato, prejudicou o Sapo, traga os fatos à luz. Com nomes aos bois, por favor.

Porém, a história sempre apresentará o senhor como o presidente que deixou a herança mais dolorida dos últimos anos. Chegar à A3. Oras, cair da Série B e até na Série C não é um caos. Nos últimos 40 anos, o Sapo passou mais tempo sem torneios nacionais do que no Brasileiro. A maior dor é por beirar o precipício. Rondar uma Bezinha, competição que deixa qualquer clube perto do fim. Mais do que isso, foi na sua gestão que o Mogi se tornou alvo recorrente de ações trabalhistas e de protestos por dívidas das mais variadas.

Caro Luiz Henrique, estes são os fatos. Nestes dois anos, muita gente te ouviu. Muita gente acreditou em seus projetos. O discurso é talvez a grande virtude deste homem, que, justamente por ter este dom, poderia ter dado muito mais pelo Mogi nestes dois anos. Diferente de muitos ‘urubuzeiros’, há ainda como salvar o Sapo. E a atual diretoria é peça fundamental neste processo. A carta na manga é simples: a humildade. Foi o orgulho, de diversos lados, que afundaram o Mogi Mirim.

O ego de muitas pessoas foi maior que a história de um clube que nasceu e renasceu através da paixão de abnegados mogimirianos. Abnegar é a saída. Renunciar é a saída. Presidente, renuncie. Se não ao cargo, renuncie ao menos à postura umbiguista e vitimista. Dê um passo atrás, reveja conceitos, abra o coração e o clube como já exclamou em discursos e prove que nunca é tarde para demonstrar humildade. Salve salve, querido Sapão!

 

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