Mogi tem time para escapar da degola. Isto basta?

O Mogi Mirim já disputou mais de 50% das partidas na Série C de 2017. O aproveitamento é de 26,66% após conquistar apenas oito dos 30 pontos disputados. Para escapar da degola, é provável que precise superar os 16 pontos que salvaram o Macaé, oitavo colocado do Grupo B em 2016. Ou seja, não bastará somar mais oito pontos. É preciso ir além e a virada precisa começar a ser construída neste sábado, dia 22 de julho, quando o Sapão recebe o líder Botafogo-SP no estádio Vail Chaves (15h30).

E quando pensamos apenas no campo, é possível dizer que o Mogi tem time para escapar da degola. O elenco montado para a Série C não é ruim, pelo contrário. É mais experiente que o do ano passado e até melhor tecnicamente que o time que fechou a Série B, há dois anos. Em 2015, na última rodada, o Sapo atuou com Mauro; Michel, Vinicius, Paulão e Luan; Henrique Motta, Franco, Gustavo e Daniel Trajano; Jô e Keké. O elenco que chegou a ter Rivaldo, Rivaldinho e Edson Ratinho foi sendo desfigurado durante a temporada e a queda foi inevitável.

Do time que perdeu na última rodada para o Luverdense em 2015, talvez apenas o goleiro Mauro, o lateral-esquerdo Luan e o atacante Keké estariam na briga pela titularidade em 2017. Já do time do ano passado, o zagueiro Gladstone é quem teria mais chances de estar no ’11 inicial’ nesta temporada. Mas o time do Mogi é tão bom assim? Não. Só é levemente superior aos anos anteriores, quando, ou estava em uma divisão superior ou fugiu da degola. Isto significa que o Mogi não vai cair? Impossível cravar, já que a campanha é pífia até aqui e, apesar de bom, mais uma vez o elenco foi montado com a desorganização que marca a ‘Era Luiz Henrique de Oliveira’. E é por isso que o fato de ter um elenco bom não ser suficiente para cravar que o Mogi fugirá do rebaixamento.

A desordem de fora influencia sim dentro de campo. O São Paulo, capaz de arrecadar mais de R$ 200 milhões em vendas de atletas em apenas um ano é um exemplo gritante. Agora, é fato que as peças à disposição podem fazer o torcedor crer que há esperança de seguir na Série C. O técnico tem grife para a divisão. Tem currículo em torneios maiores e fez bons trabalhos em Bragantino e Botafogo-SP, por exemplo. Já uma provável escalação indica o time com Márcio; Rodrigo, Emerson, Preto Costa e Alex Cazumba; Moradei, Guly do Prado, Cristian e Júnior Timbó; Nunes e Galego. No papel, uma formação para brigar pelo acesso. Na maioria, são jogadores rodados e com qualidade técnica e que, à disposição e em plenas condições, com salários em dia, por exemplo, poderiam colocar o Sapo em um estágio superior ao que está. Imaginar esta provável escalação, saber que estão no elenco e que ainda assim as chances são maiores de queda do que de redenção torna ainda mais triste o cenário do Mogi. Mostra que é possível ir além do caos.

Arte sobre fotos de Marcelo Gotti

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