Torcedor acusa familiares do presidente de agressão

O Mogi Mirim Esporte Clube virou caso de polícia. Um torcedor que pediu para não ter o nome divulgado por medo de represália, registrou um Boletim de Ocorrência de agressões sofridas ao término da partida de sábado (22) entre Mogi Mirim e Botafogo. Os agressores, segundo relato na vítima na Delegacia de Polícia, são Diego Santos de Oliveira, filho do presidente Luiz Henrique de Oliveira, e Bruno de Oliveira, que é sobrinho do mandatário do Sapo.

Em conversa com o GRANDE JOGADA, o torcedor contou que acompanhava o jogo com um amigo, mas, do lado de fora do estádio. Assim que o jogo terminou, os portões foram abertos para que a torcida que estava dentro do Vail Chaves pudesse sair. “Nisso eu gritei fora Luiz Henrique e veio o filho do presidente falando um monte de coisa para mim e para cima de mim. Ele puxou pela camisa, estourou a corrente que eu usava no pescoço e me puxou contra a grade”, relatou.

Depois, segundo ele, surgiu o sobrinho do presidente. “Ele (Bruno) chutou minha panturrilha. Dois amigos torcedores apareceram para separar a briga. Aí o Bruno foi brigar com o torcedor. Fiquei meio sem saber o que fazer, só registrei o BO no dia seguinte”, contou. A vítima lamentou a situação em que o clube se encontra.

“Só vou ao estádio agora quando essas pessoas saírem. Não é a primeira vez que eles agridem. Em outro jogo, chegaram a chutar um torcedor pelas costas. Estão devendo dinheiro para um monte de gente, para jogadores e funcionários. O Mogi Mirim é do mogimiriano, não é dessas pessoas. O filho do presidente diz que trabalha no clube, mas, em dia de jogo, xinga árbitro, arruma briga. Isso é compromisso com o trabalho”?

E concluiu. “Quando o Rivaldo estava aqui, a torcida vaiava, xingava, ele fazia cara feia, mas não agredia igual a essas pessoas. A torcida tem direito de apoiar e criticar o time ao mesmo tempo. Eles não entendem de futebol e ainda estragam tudo. Espero que saiam logo daqui para o Mogi voltar a ser o que era, conhecido pelas coisas boas”.

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