Ameaça de WO: Mogi pode não enfrentar o Ypiranga

Sábado, dia 12 de agosto de 2017. 12h00. A três horas do duelo com o Ypiranga, ainda não é possível cravar se haverá jogo ou não. Os atletas estão concentrados no estádio Vail Chaves. Estão seguindo todos os rituais antes de uma partida, cumprindo os horários, mas, sem confirmar se entrarão em campo. Durante a semana, o grupo recebeu do presidente Luiz Henrique de Oliveira a promessa de que receberiam salários atrasados até sexta-feira, dia 11. Promessa não cumprida.

O elenco ainda aguarda uma reviravolta no caso e, com o recebimento, entrarão em campo. Porém, as chances são cada vez menores. O próprio Sindicato dos Atletas de São Paulo, que representa a maioria dos jogadores, emitiu nota oficial comunicando que o WO acontecerá.

“O que o Sindicato de Atletas de São Paulo tentou impedir quando entrou com uma ação judicial contra a CBF para que ela exigisse o pagamento de salários dos jogadores se materializou, infelizmente, no EC Mogi Mirim. Atletas cansados de esperar que o clube cumprisse com sua obrigação não irão a campo hoje nesse fim de semana. Porém, o problema não termina aí. Quem se responsabilizará por essa situação? Quem arcará com os salários? Sabemos que isso ainda vai longe. O pior é que as entidades dirigentes não assumem que atitudes irresponsáveis como essa é que enfraquecem o futebol em todos os sentidos. E sabemos que esse não é o único caso; esse foi o que chegou ao fundo do poço! Por isso não abrimos mão de todas as ferramentas disponíveis para mudar o cenário e não tememos as represálias. Esperamos que as decisões judiciais, temos ações contra a Federação Paulista de Futebol também, venham contemplar um direito tão sagrado que é o salário do trabalhador”.

O texto assinado por Rinaldo Martorelli, presidente do sindicato, indica que o braço de ferro entre entidade e dirigentes do Mogi terá novos capítulos. Um deles tem o duelo contra o Ypiranga como um divisor de águas. O grupo, inclusive, garante que, diferente do que disse em entrevista à EPTV, há jogadores com mais do que dois meses de salários atrasados. Alguns chegam a sete meses. O fato relatado por alguns atletas é que, todo o grupo, no mínimo, está há dois meses. Assim como os funcionários do Mogi Mirim. Pior do que isso. Reclamam que o presidente sequer esteve no estádio nesta sexta, data em que deveria quitar os débitos. Tampouco, atendeu os telefonemas de quem tentou. Cansados, os jogadores podem protagonizar o primeiro WO profissional da história do Mogi Mirim Esporte Clube.

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