Mogi recebe verba da FPF e elenco deve voltar a atuar

A Federação Paulista de Futebol (FPF) efetuou nesta quarta-feira (16), um depósito na conta do Mogi Mirim Esporte Clube. A assessoria de imprensa do clube não confirmou se o depósito já ocorreu, tampouco o valor. Apenas confirmou que há a intenção da entidade em efetuar o depósito, que, segundo informações extra-oficiais, giraria em torno de R$ 350 mil. A informação chegou até os jogadores do clube, que aguardam agora o pagamento dos salários atrasados. O grupo confirmou que, em caso de recebimento, entrará em campo no sábado (19) diante do Tupi, em Juiz de Fora (MG).

O período de atraso varia conforme o tempo de casa de cada atleta e em alguns casos chega a seis meses. O caso é acompanhado de perto por representantes do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo. A assessoria do Sapo também garantiu que não se trata de um adiantamento de verba, por exemplo, de cotas de TV. A crise no Mogi tem tomado proporções sem precedentes. Nos últimos anos, além do acúmulo de dívidas, o Sapo passou a atrasar o salário de jogadores e demais funcionários, fato que não ocorreu antes da gestão Luiz Henrique de Oliveira.

Na mão do dirigente, o clube sofreu três rebaixamentos em quatro campeonatos disputados e está prestes a sofrer o quarto, na atual Série C. Apenas em processos trabalhistas já executados, são mais de R$ 650 mil em dívidas. O clube também já contabilizou dois W.O nas categorias de base. O primeiro, pelo ônibus fretado do clube quebrar e a delegação não chegar a tempo em um jogo em Sorocaba e outro, pelo falta de equipamento médico no estádio Vail Chaves. Nos dois casos, o clube conseguiu reverter o W.O no TJD e disputou a partida. Já no último sábado (12), a gestão LHO protagonizou o primeiro W.O do time profissional. E desta vez não há volta. O clube perdeu por 3 a 0 para o Ypiranga por não entrar em campo. Com os salários atrasados e cansados das promessas do presidente, os jogadores não entraram em campo como forma de protesto.

Logo após a partida, o dirigente concedeu entrevista coletiva e afirmou que pretendia acionar na Justiça os atletas que se recusaram a atuar. Além disso, cogitou não disputar mais a Série C. O caso ganhou repercussão, já que, a desistência resultaria em inúmeras polêmicas. Primeiro que o Sapo seria excluído do torneio e todos os jogos da equipe passariam a não ser mais contabilizados, alterando a tabela de classificação do Grupo B da Série C.

Além disso, segundo o Regulamento Geral das Competições, a desistência em meio ao torneio faria com que o Mogi ficasse dois anos afastados de competições organizadas pela CBF. Nesta quarta-feira (16), circulou entre setoristas dos clubes do Grupo B da Série C a informação que a diretoria do Sapo teria pedido dinheiro para presidentes de outras equipes, para quitar os salários e impedir tal caos na competição.

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