16 relacionados para 1ª partida do Mogi após o WO

O Mogi Mirim volta a campo na tarde deste sábado (19) pela Série C do Campeonato Brasileiro. A partir das 16h00, o Sapo enfrenta o Tupi, no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG). O jogo é válido pela 14ª rodada da competição nacional. Um duelo que, há uma semana, era incerto. O Mogi viveu uma das semanas mais agitadas da sua história, com a confirmação do WO contra o Ypiranga, a cobrança de salários atrasados, troca de acusações entre dirigentes e jogadores, ameaça de abandono do campeonato e até a descoberta de que o ônibus do clube está abandonado em uma rodovia.

Uma semana após entrar na pauta da mídia nacional, o Sapo vai a campo. A delegação embarcou na quinta-feira (17), às 21h00, com Juiz de Fora como destino. No total, 16 atletas foram relacionados pelo técnico Lecheva, que não contará com o goleiro Márcio e o meia Cristian, que rescindiram o contrato após desentendimentos com a diretoria. O grupo que viajou para Minas Gerais é composto por 16 atletas. Os goleiros Murilo e Juninho têm a companhia dos zagueiros Emerson, Vinicius e Ewerton, os laterais Alex Cazumba e Rodrigo, os meio-campistas Lucas Garcia, Anderson Rosa, Júnior Timbó, Régis e Felipinho e os atacantes Lessinho, Galego, Ruster e Jânio. A partida marca a estreia de Lecheva como treinador do Sapo.

Os atletas embarcaram para Juiz de Fora após receberem um mês de salários atrasados através da Federação Paulista de Futebol (FPF). A negociação foi intermediada por Mauro Silva. O ex-volante, campeão mundial com a Seleção, em 1994, é o vice-presidente de Integração com Atletas e foi o responsável por tratar com os jogadores sobre a situação. Mauro já acompanhava o drama dos atletas antes mesmo do WO com o Ypiranga e as tratativas foram aceleradas após o episódio. Na última quinta, oito jogadores se reuniram com Mauro na sede da FPF e solicitaram que o dinheiro fosse depositado diretamente na conta de cada atleta. Os depósitos foram efetuados na sexta, véspera do duelo com o Tupi.

Apesar da verba da Federação, apenas um mês de cada de um dos 21 atletas relacionados para o pagamento foi quitado. Há casos, como do atacante Ruster, em que o atraso chegava a 10 meses. Outro ponto importante é que não são apenas os atletas que convivem com salários atrasados no Mogi. Funcionários de vários setores, como comissão técnica e manutenção, também possuem no mínimo dois meses de vencimentos com atraso. O Mogi Mirim é o lanterna do Grupo B da Série C, com 10 pontos e está a cinco de deixar a zona de rebaixamento. Após o duelo com o Tupi, o Sapo ainda entrará em campo nos dias 27/8 (Volta Redonda – fora), 2/9 (Macaé – em casa) e 9/9 (Joinville – fora).

Foto: Murilo Borges/globoesporte.com

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