Saiba mais sobre a artrose

A artrose é uma doença caracterizada por degeneração da cartilagem articular com simultânea proliferação de tecido ósseo, cartilagem e tecido conectivo, portanto ela é o resultado de vários padrões de disfunção articular.
Atingindo principalmente a grandes articulações de sustentação de carga (quadril e joelho) a osteoartrite está frequentemente associada a significativa restrição e redução da qualidade de vida.

O desenvolvimento, a manutenção e a destruição da cartilagem articular são regulados e influenciados por fatores mecânicos ao longo da vida. As solicitações mecânicas que atuam sobre a cartilagem guiam seu processo de crescimento e nutrição, dessa forma ela torna-se mais espessa e resistente em áreas em que a pressão de contato é maior. Essas áreas que suportam maior carga são mais resistentes às alterações degenerativas devido a sua adaptação funcional. Embora o processo de degeneração se inicie em áreas menos resistentes e com pouco contato, como resultado das adaptações fisiológicas, pode atingir as regiões mais solicitadas durante a descarga de peso.
Embora ainda não exista cura para está doença, existem vários métodos de tratamento que podem ser utilizados com o objetivo de reduzir a dor e a rigidez articular, buscando manter ou melhorar o padrão funcional dos pacientes. Dentre as opções de tratamento temos os recursos farmacológicos e os não-farmacológicos – fisioterapia, terapia ocupacional, perda de peso e exercícios físicos e os métodos de terapia alternativa, como a homeopatia, as técnicas da Medicina Tradicional Chinesa e os medicamentos fitoterápicos.

A artrite pode ser causada por frouxidão ligamentar, alterações biomecânicas e do eixo da articulação, provocando uma alteração na distribuição de carga, aumentando consequentemente o atrito das estruturas e provocando o amolecimento, fribilação e adelgaçamento da cartilagem. Nas regiões onde há pouca ou nenhuma carga, devido a essas alterações, ocorre a ossificação que pode progredir e originar osteófitos.

A imobilização ou outras formas de redução de carga, efetivamente reduzem a pressão cíclica que garante a nutrição da cartilagem, podendo iniciar um processo de destruição do tecido. O impacto articular pode provocar lesões na interface osso-cartilagem produzindo forças de cisalhamento na região, dando inicio ao processo de degeneração articular. Alterações cinemáticas levam a mudança na posição de contato das superfícies articulares, provocando carga em áreas que não foram desenvolvidas para suportá-la, isso aumento o atrito e leva à rápida progressão de degeneração da cartilagem articular. Fatores genéticos e envelhecimento podem causar um desequilíbrio entre a síntese e a degradação da matriz extra-celular, levando a uma propensão ao desenvolvimento desta doença. Exercícios extenuantes, deformidades congênitas ou adquiridas, carga anormal e obesidade podem predispor ao dano articular.

A osteoartrite apresenta um impacto socioeconômico bastante significativo, sendo fundamental um diagnóstico e tratamento o mais precoce possível. Há possibilidade de prevenir lesões da cartilagem, atuando diretamente sobre os fatores ligados aos hábitos de vida diária, como a obesidade, o sedentarismo e fatores biomecânicos que determinam certos padrões de movimento. O tratamento não farmacológico é a primeira linha de intervenção que deve ser iniciada, desta forma a prática de atividades físicas e a redução de peso são essenciais para a prevenção e tratamento desta condição.

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