Estilo de Vida: O valor afetivo dos alimentos

Elaine Cristina Navarro*

Vocês já perceberam que temos uma relação afetiva com os alimentos que consumimos? Comemos porque estamos felizes, porque estamos tristes ou porque o dia foi cansativo e estressante. De uma forma ou de outra, sempre há um motivo para comermos e nem sempre é a necessidade física.

A maioria das pessoas come além da conta pelo prazer que a comida proporciona e vejam os animais, eles não comem em excesso, exceto os domésticos que por muitas vezes adquirem hábitos dos seus donos. Eles comem para suprir suas necessidades e sentirem saciados. Já nós humanos, comemos porque gostamos ou porque nos faz bem. Existe ainda a questão afetiva do alimento. Vou citar alguns: aquele bolo de fubá que lembra nossos avós e a nossa infância, a merenda da escola que nos lembra o ambiente escolar e os amigos da época, aquele bife à milanesa que só a mãe da gente sabe fazer.

Muitas vezes o gostar desses alimentos faz parte de um momento ou fase da nossa vida e comê-los significa voltar ao passado, relembrar coisas boas. Da mesma forma ocorre com algo que você comeu e passou mal em um dia na vida, na maioria das vezes excluímos aquele alimento por lembrar da sensação ruim ou intoxicação que nos causou. Viram quanto valor se dá aos alimentos?

Na última coluna eu falei que o processo de emagrecimento era mais psicológico do que se imagina, não é simplesmente deixar de comer determinado alimento ou grupo de alimentos, é abdicar das sensações de prazer que a comida nos proporciona. Manter uma reeducação alimentar é conseguir comer de forma correta, sem ultrapassar os limites, pois cada vez mais estamos sendo arrastados para o consumo exagerado ou inadequado dos alimentos em função do nosso estado emocional.

Não podemos deixar que os alimentos dominem nossas vidas, muito menos nossas mentes, temos condição de programar nosso cérebro e comer somente o necessário e, comer o que nos faz emocionalmente bem apenas quando programamos isso. Quando digo que faço uma dieta e que consumo dez ovos diários, a pessoa já vem logo com a pergunta: “Mas você não enjoa?” e eu já respondo: Você enjoa de comer pão com manteiga e café todos os dias? Todo esse processo não ocorre do dia para noite, deixar de consumir açúcar ou álcool, por exemplo, é como deixar de consumir drogas, seu corpo fica dependente daquilo e quando você deixa de consumir bate o desânimo, a agitação, a irritação. Mas se deixar de consumir o alimento de verdade, aquele que não tem rótulos: frutas, legumes, verduras, carnes, isso vai te causar alguma abstinência? Não vai!

É preciso se conscientizar cada vez mais e consumir esses tipos de alimentos, que não passaram por processos de industrialização e vai nos proporcionar uma vida mais saudável. Crie valores afetivos também com a comida de verdade, sinta prazer e faça disso uma rotina na sua vida. Você não terá sofrimento para manter uma dieta equilibrada e muito menos manter sua saúde física e mental em dia.

*Elaine Cristina Navarro é estudante de pedagogia e tem uma página de motivação ao emagrecimento saudável

Next Post

Terceira Divisão começa com chuva de gols

ter set 19 , 2017
Trinta e sete gols foram marcados em 12 jogos que abriram a Terceira Divisão do 21º Campeonato Municipal de Futebol, cujo troféu traz o nome do Jornalista Celso Ribeiro da Silva. A abertura da temporada ocorreu no domingo, dia 17. O placar mais elástico da primeira rodada foi registrado no […]