CAMPO VIROU RINGUE

A primeira partida da decisão da Série A da Copa de Futebol Amador de Mogi Mirim, disputada no domingo, foi marcada pela confusão generalizada entre os jogadores de Tucurense e Jardim Europa no segundo tempo. Um contraste à linda festa feita pelas torcidas das duas equipes nas arquibancadas.

Um bom público compareceu ao campo do Mirante para acompanhar o primeiro jogo da decisão. Os torcedores incentivaram suas equipes mesmo antes do apito inicial. Com bandeiras, fogos de artifício, batucada e muitos gritos de apoio, eles agitaram o lado de fora do gramado. Em campo, dois times em busca da vitória.

O primeiro incidente aconteceu no final do primeiro tempo. Após o árbitro Rogério Cassiano de França marcar uma falta em cima de Amaral, bem em frente ao banco de reservas do Jardim Europa, o técnico Cafu reclamou muito da marcação. Para ele, Amaral pulou e nem chegou a ser atingido pelo defensor do Jardim Europa.

Cafu insistiu na reclamação e acabou expulso pelo árbitro. Ele se recusar a deixar o campo de jogo. Mas, teve que sair para que o jogo pudesse ser reiniciado. E foi na cobrança da falta marcada em cima de Amaral que surgiu o primeiro gol da Tucurense. No intervalo, Cafu continuou reclamando da arbitragem.

Mas, foi no segundo tempo, que aconteceu a maior confusão.  O meia Clebinho revidou uma entrada dura de Lucas. O lance provocou uma briga generalizada no gramado. Sem a presença do policiamento, foi preciso a ação da turma do deixa disso para controlar os ânimos dos jogadores. Nas arquibancadas, também agito entre os torcedores, que chegaram a ameaçar uma tentativa de invasão no gramado, mas, recuaram.

Rogério Cassiano chegou a cogitar a hipótese até de encerrar a partida, caso não houvesse policiamento para garantir a segurança do jogo. Por fim, optou em continuar a partida. Antes, porém, expulsou Clebinho e Lucas, pelo início da confusão, e Ricardo e Guilherme Mariano, por comportamento mais agressivo. A partida ficou paralisada por 20 minutos.

Experiente, com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, Amaral considerou a confusão totalmente desnecessária. “O número 10 deles, o Clebinho, foi covarde. Falei na cara dele que ele não é homem, que ele é covarde. Pegar o rapaz no chão e chutar, não é jogador de futebol. É um menino ainda, não sei se vai aprender, e se aprender, que não faça mais isso”, frisou.

O técnico Everton Bombarda, da Tucurense, adotou um discurso neutro sobre os incidentes.  “Foi um jogo típico de uma decisão, envolvendo equipes de duas regiões da cidade, zona norte e zona leste. Foi um jogo eletrizante, se o Mangueira (árbitro) não expulsa, não controlava o jogo”, apontou.

 

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