Um pouco de Mogi na F3

Quem disse que a região da Baixa Mogiana não tem um campeão de automobilismo? Ele pode não dirigir o carro, mas, que é campeão, é fato. Estamos falando do mogimiriano Renan Vinícius Prado Madruga, engenheiro de corrida na Propcar Racing, uma das mais antigas e tradicionais equipes do automobilismo brasileiro, que neste ano, faturou o título da Fórmula 3 Brasil Academy com o piloto Igor Fraga

Aos 27 anos, o engenheiro mecânico com ênfase automotiva, formado pelo Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo, sempre foi um apaixonado por velocidade. “Fui uma criança interessada em máquinas, aviões, carros, muito envolvida com videogames e jogos de corrida. Tive carros de controle remoto de motor de combustão e sempre mexi com eles. Acho que daí surgiu meu fascínio por máquinas e carros”, recordou.

A paixão por carro o levou a seguir uma carreira na área da engenharia. “Quando prestei vestibular, não tinha muita certeza de onde eu iria trabalhar ou com o que. Prestei alguns vestibulares nas faculdades mais tradicionais do Brasil e fui para a FEI pois sabia do potencial que tinha lá”, frisou.

No final da faculdade, despertou em Renan o interesse pelo automobilismo de competição. Por isso, passou a estudar mais essa área por conta própria. Após a formatura, ingressou na Bosch, em Campinas, onde participou de um projeto de Inovação do governo federal, recebendo bolsa para trabalhar, com duração de 12 meses.

“Nesta época, eu sempre tive comigo que eu deveria tentar trabalhar com automobilismo antes que eu me ‘prendesse’ em uma carreira  em uma empresa e não conseguisse mais. Foi aí, no final de 2014 que resolvi tentar”, disse. Conversando com ex-professores, pegou o contato da Propscar Racing. Mandei um e-mail e o chefe de equipe, Darcio dos Santos, tio de Rubens Barrichello, o chamou para conversar e entender o que ele queria e como o engenheiro poderia contribuir para a equipe.

Na ocasião, a Propscar estava fechando contrato com mais pilotos e, por isso, precisaria de mais pessoas na equipe. “Como ele conhecia meus professores e já havia tido boas experiências com outros engenheiros da mesma faculdade que eu, resolveu me dar uma chance. Na hora, eu não pude acreditar direito, mas, em Janeiro de 2015, estava começando minha carreira no automobilismo. Considero que tive muita sorte por falar com a pessoa certa e, na hora certa”, ressaltou.

Saiba mais na edição deste sábado, 6, do GRANDE JOGADA.

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