Fisio&Saúde: Quem é mais forte?

Caroline Zacariotto Silva*

Muitas abordagens determinam se existe de fato uma diferença entre a força muscular de homens e mulheres. Essas diferenças podem estar relacionadas à área de corte transversal do músculo, à base absoluta de força total exercida, às características estruturais e à força relativa indexada as estimativas da composição corporal (peso corporal isento de gordura).

Segundo a literatura, o músculo esquelético humano é capaz de gerar um máximo entre 16 e 30 newtons de força por centímetro quadrado de corte transversal do músculo, e essa afirmação é valida para ambos os sexos. No corpo, a capacidade de produção de força é diretamente influenciada pelo arranjo das alavancas ósseas e da arquitetura muscular (área de secção transversa, comprimento das fibras musculares, volume e ângulo de penetração dos músculos). Desta forma, pessoas com área total em corte transversal do músculo maior geram mais força absoluta, assim essa relação quase linear entre a força e o tamanho do músculo indica pouca diferença entre a força dos homens e das mulheres.

Em relação às comparações feitas com base na força muscular absoluta, ou seja, a força total em quilogramas mostra que homens possuem uma força consideravelmente maior que as mulheres, sendo que os estudos mostram que essa disparidade ocorre independente da forma de avaliação da força, e coincide com a diferença relacionada as diferenças de distribuição da massa muscular, sendo as exceções guardadas para atletas do sexo feminino treinadas em força.

Quando falamos de força muscular relativa entre os indivíduos, estamos referindo a criação de um escore de relação comparativa, que acabam por reduzir ou até eliminar as grandes diferenças absolutas na força entre os sexos. Obtemos essa escala dividindo o peso levantado por uma mensuração de referência, isto é, massa corporal ou o corte de secção transversa do músculo ou mesmo a circunferência de um membro. Em geral, homens e mulheres não diferem de maneira significativa na força dos seguimentos corporais quando essa relação é aplicada. E esse resultado alternativo apoiaria o argumento de que não existe disparidade na “qualidade” dos músculos, mas uma diferença na quantidade músculo.

*Caroline Zacariotto Silva é formada em fisioterapia na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e possui cursos de pós-graduação lato senso e especialização na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

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