Sueli: A boleira mais famosa de Mogi Mirim

Qualquer pessoa que se interesse, ao menos um pouquinho, pelo universo esportivo da região já ouviu falar dela…  Sueli Aparecida Batista de Souza Mantelatto. A primeira mulher a presidir a Lifamm (Liga de Futebol Amador de Mogi Mirim) e que coleciona causos para boleiro nenhum “botar defeito”.

A história de Sueli com o mundo do futebol começou faz tempo, há mais de 30 anos. Ela contou, quando adolescente, praticava atletismo, correndo em eventos esportivos e competições.  Uma coisa levou a outra e, assim, ela chegou ao mundo da bola. “Quando eu me formei professora primária, nossa formatura foi um jogo de futebol feminino entre as alunas do Monsenhor Nora e da FEG (Fundação Educacional Guaçuana), de Mogi Guaçu”, recordou para destacar como o caso de amor com a bola é antigo.

E, como todo jogador que quer fazer uma carreira de sucesso, Sueli se arriscou. Depois de formada, deixou Mogi Mirim e foi para Campinas buscar uma colocação no mercado da bola. Contudo, as coisas não saíram exatamente como o esperado. “Era muito difícil, a gente jogava e não ganhava nada, tinha até que pagar, tinha que trabalhar para pagar o transporte, o lanche e alguma outra coisa”. Assim, com as dificuldades que encontrou pelo caminho, acabou desistindo da carreira de jogadora profissional e voltou para Mogi Mirim.

Mas, a desilusão não foi suficiente para afastá-la do esporte. Em 1989, trabalhando na Monroe, se tornou a primeira presidente mulher do time de futebol masculino da empresa. Apesar da situação um pouco fora do comum, ela destaca que nunca chegou a se intimidar por ser uma mulher em um território dominado por homens. “Esse preconceito, na década de 80 tinha um pouco pelo fato de jogar bola, só que a gente nunca se importou com isso”, destacou.

Leia mais sobre Sueli na edição desta sexta-feira, 2, do GRANDE JOGADA.

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