Escola do São Paulo reúne time de feras entre os docentes

Que pais e mães não gastam horas, dias e até mais pensando na escola ideal para o filho. São análises, avaliações, estudos, visitas e muita dedicação na hora de escolher o ambiente ideal para colaborar com o desenvolvimento da sua criança. Já na hora de escolher o local para a prática de uma atividade física, muitos acabam se enganando e achando que é tudo igual, que é só para brincar de bola. Nada disso! Um local com uma estrutura diferenciada é essencial para garantir a qualidade do aprendizado e da formação das crianças e adolescentes.

A Unidade de Mogi Mirim da Escola Oficial do São Paulo é uma prova disso. Conveniada a um dos maiores clubes de futebol do Brasil, o local oferece uma qualidade ímpar focada neste desenvolvimento. Gerenciada por Henrique Rosa, a escola tem todo o seu trabalho balizado por diretrizes do próprio clube Tricolor, com professores passando por treinamentos constantes com membros do clube e muito mais, para garantir um trabalho aprimorado e de indiscutível credibilidade.

Mas, como só a teoria não resolve muita coisa, Henrique tem em suas unidades uma equipe de feras. Coordenado por ele, o time de professores se mantém alinhado e com uma preocupação constante em manter os alunos – desde os mais novos até os mais velhos – interessados e motivados, provando que jogar futebol é muito mais do que somente chutar uma bola.

O mais experiente dos professores é Lourival Augusto Rodrigues de Andrade, o Val. Com 61 anos de idade, ele joga futebol desde os 12 e desde antes dos 20 é técnico.

Val contou que ao longo de sua carreira, jogou no Mogi Mirim Esporte Clube e outros times profissionais e amadores, até que aos 19 anos sofreu uma contusão e teve que encerrar sua carreira de jogador. “Naquela época era difícil”. Apaixonado por futebol, então saiu das quatro linhas e começou a treinar novos jogadores. Assim, já está há décadas na função, sendo que há 13 anos trabalha na escolinha do São Paulo, ale, de ter uma longa carreira como funcionário público municipal, também na área esportiva.

Na escola Tricolor, ele atua junto aos adolescentes com idades que variam entre 13 e 17 anos. Nesta faixa etária, ele conta que já pega os garotos em um estágio diferenciado. “Já chega para mim mastigado, só falta lapidar alguma coisa, principalmente com relação ao campo grande”, explicou.

Contudo, ainda assim não tem moleza. O trabalho, segundo ele, está em constante transformação e aprimoramento. “A gente tem um trabalho diferenciado”, disse ao destacar que cuida com carinho do trabalho relativo a posicionamentos e táticas de jogo.

Quem também integra o grupo de professores é Leomar Francisco Rodrigues, de 31 anos, que está cursando Educação Física e há 15 anos é atleta profissional de futebol. Segundo ele, para conseguir realizar um trabalho de qualidade e diferenciado, procura identificar o objetivo de cada aluno e planejar suas atividades para atender estas demandas.  “Procuro entender a necessidade da turma e montar uma aula em cima dessa necessidade. Acredito que tudo que seja prazeroso é mais interessante fazendo com  que essa criança ou adolescente aproveite mais aprenda mais sobre se desenvolva mais”, pontuou.

Thiago Antonio Antoniolli , de 28 anos, é formado em educação física e pós-graduado em fisiologia do exercício. Ele jogou futebol até os 20 anos, passou pela base de alguns clubes, porém, não se profissionalizou. Já trabalhando há sete anos na escola de Rosa, ele vem crescendo na carreira. “Comecei como estagiário, dando apenas treinamento para goleiros (minha posição quando jogava). Conforme as oportunidades foram aparecendo, comecei ir para alguns jogos de auxiliar do professor Val, com quem aprendi muito. Até assumir minha primeira turma. Hoje trabalho além dos goleiros com turmas de 9 a 13 anos”, isso tudo depois de ter sido aluno na própria escola em que trabalha hoje.

Para se manter em ascensão e oferecendo uma assistência diferenciada aos seus alunos, ele destacou que se mantém atualizado e trás para a escola metodologias até mesmo de fora do Brasil. “Adoto hoje uma metodologia de treino onde alguns clubes brasileiros e europeus fazem em suas bases, que é incluir o trabalho técnico dentro do tático, ao invés de trabalhar separado, isso dá mais dinamismo ao treino e as crianças gostam, pois parecem mini jogos”, explicou.

Mas, ainda assim, ele destacou que não é possível formatar um trabalho de forma rígida e o importante é manter o foco nos objetivos a serem atingidos. “Na hora de preparar atividade não tem receita de bolo. Existe o treinamento montado, porém, temos que ter sempre um plano B, pois pode acontecer de algumas atividades podem dar certo com uma turma é com a outra não. Então é importante você ter uma programação mensal sobre o que pretende passar, mas estar ligado se o objetivo está sendo atingido, e ter agilidade em mudar caso não esteja”.

Além disso, ele destacou ainda a qualidade do trabalho realizado extra-campo.  “Na parte futebolística, a escola tem uma infraestrutura diferenciada onde nenhuma outra na região tem, além de vários professores qualificados, com pós-graduação, ou passagem pelo futebol profissional. Todos muito estudiosos, proporcionam  campeonatos fortes para quem pensa em se tornar um jogador de futebol, mas acima de tudo a escola preza muito pelos valores, o primeiro passo é ensinar a criança se tornar um homem íntegro através do esporte”.

Já para o professor, André Luis Braganholli, de 42 anos, que já passou por outras escolas de futebol e trabalhou na Prefeitura de Mogi Guaçu, além de estar em sua segunda passagem pela escola do São Paulo, uma grande preocupação é fazer aulas adequadas a cada faixa etária, para despertar o interesse e motivar os seus pequenos jogadores. “Nós sempre preparamos aulas motivacionais, aulas lúdicas e sem que eles percebam eles participam das ‘brincadeiras’ e acabam aprimorando os fundamentos do futebol”, valorizou.

Júlio Cesar Angeloti , trabalha com crianças de 4  a 7 anos concorda com Graganholli e valoriza a importância de atividades lúdicas, com o principal objetivo de deixar a aula prazerosa para a criança, trazendo uma formação que vai além do campo. “A questão é como nortear a brincadeira ou o jogo através da progressão de uma problematização, fazendo a criança analisar um problema para depois resolvê-lo, com isso as crianças tornam-se mais pensativas, criativas, desenvoltas e corajosas à enfrentarem desafios, não aprendem apenas reproduzindo movimentos analíticos e segmentados, como se fossem um jogador em miniatura”.

O caçula da equipe é Hayslan Filipe Mengatti, de 20 anos, que ainda está estudando Educação Física. Há um ano e meio na unidade, ele trabalha com a categoria baby, focado em estimular o aluno para formá-lo integralmente. “A escola oferece, além da chance de ser um jogador, uma melhora no seu desenvolvimento como um todo, físico, social, e cognitivo. Preparo as atividades, pensando sempre na atratividade para os alunos, sem deixar de lado os aspectos a serem trabalhados, alem das questões implicitamente exercidas”, encerrou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *