Fernandinho Fonseca e o sonho de ser o nº 1

Fernando Zorzetto da Fonseca tem apenas 16 anos, mas uma convicção ímpar ao responder qual o seu maior sonho. “Ser número 1 do mundo”. Apaixonado por tênis, o mogimiriano vive ‘sozinho’ nos Estados Unidos desde os 13 anos. Tudo para alcançar o cobiçado posto de melhor tenista do planeta. Os passos são dados através de uma rotina intensa e regrada. É assim que Fernandinho Fonseca continua o projeto que teve início no Clube Mogiano, em Mogi Mirim.

“No clube foi onde eu comecei a amar esse esporte que me trouxe até os EUA. Foi com o Marcião, Caião, Gabriel, Jean, Rita e o Brunão. Eles me ensinaram a base e a gostar desse esporte”, frisou Fernandinho, que em meio às aulas e os treinos de tênis em Ojai, no estado da Califórnia, atendeu a reportagem do GRANDE JOGADA. Fernandinho destacou que seus professores no Recanto dão sempre muita atenção a todos os alunos e que seu tempo no clube foi muito bom. “Me ajudou muito no meu tênis. Até hoje em dia continuo falando com o Caião, Pitta e o Marcião”, destacou.

Toda vez que volta ao Brasil, o tenista treina com os antigos mestres. Aliás, seus eternos amigos. É assim que ele trata aqueles que deram ao atleta a base para uma nova modalidade, já que, antes de ir às quadras, Fernandinho era mesatenista. “Meu pai jogava tênis, todo ano jogava o Corujão. Um dia resolvi fazer um treino com o Marcião e quando reparei, tinha parado o tênis de mesa e o futebol e estava só no tênis. O esporte que eu amo”.

Esta paixão levou o mogimiriano para os Estados Unidos, onde vive uma rotina intensa. Fernandinho estuda das 7h45 às 12h15 e treina tênis das 13h15 às 16h00. Depois, mais uma horinha de treino físico e ainda mais uma hora de alongamento na academia ao estilo foam rolling (espécie de rolo de espuma). Às quintas, o treino físico é das 13h15 às 14h30, já que depois, até às 16h00, realiza um treino em grupo e das 16h00 às 17h00, a aula individual. “Como não temos escola nas sextas, treino das 10h30 às 12h00 e das 13h15 às 16h00. Na maioria dos finais de semana, temos torneios, em que ficamos em hotel próximos ao torneio”, explicou o atleta.

Ou seja, a vida em solo norte-americano é toda dedicada ao tênis. O mogimiriano afirma que vive uma fase amplamente confiante. O projeto é jogar College Tennis, aproveitando a apoio maiúsculo dado pelas faculdades dos EUA aos atletas de várias modalidades. Nesta preparação para ingressar em uma universidade através do esporte, Fernandinho tem registrado partidas acirradas com atletas de bom nível e chegou até a ganhar de um tenista que irá jogar tênis para a UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).

Para chegar no estágio atual, Fernandinho precisou ganhar confiança. No segundo semestre de 2017, não teve desempenhos dentro do seu potencial. Derrotas em rodadas iniciais, quartas de final para jogadores em que sabia que poderia ter vencido mexeram com o atleta. Em outubro, foi vice-campeão de um torneio IFT (International Federation of Tennis), em Vancouver, no Canadá. As vitórias sobre atletas de alto nível para a categoria juvenil deu a Fernandinho a confiança necessária para entrar forte no Eddie Her e Orange Bowl, dois dos torneios mais importantes desta faixa etária. Mesmo com a evolução, o mogimiriano segue com a auto-crítica em alta. “Eu esperava ter melhores resultados. Não acho que fui bem nos torneios em 2017, poderia ter ido muito melhor”.

Enquanto segue na batalha por uma melhor performance e uma escalada nos rankings em que está inserido, Fernandinho tem o apoio de quem, aqui do Brasil, segue acompanhando os passos do ex-aluno. Caio Romero, um dos responsáveis pelo tênis no Clube Mogiano, trata Fernandinho como um garoto diferenciado e aposta no sucesso do pupilo. “Acho muito relevante falar em seu comprometimento como aluno, dedicado, determinado, disciplinado, esforçado e muito observador. Pré requisitos muito importantes para quem sonha em ter destaque em qualquer profissão e no tênis não é diferente”.

Caio ressaltou que o tênis é um dos esportes mais desafiadores e que Fernandinho sempre gostou muito de desafios, estímulos que o forçasse ao extremo. “Tanto é que um menino de 13 anos vivendo sozinho nos EUA, o que para muitos seria uma dificuldadem para ele é uma busca de um sonho. E acredito muito nele, com os pés no chão, ele vai alcançar o que deseja. É uma longa estrada, mas como sempre digo aqui no clube, é um processo lento, mas com um final. E o dele tenho certeza que será feliz”.

 

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