Homenagens no Chico Vieira valorizam a história do futebol

O futebol profissional de Itapira está em festa neste final de semana. No sábado (24), a Sociedade Esportiva Itapirense completa 71 anos de história (leia mais na página 2). A Vermelhinha é atualmente o único clube da cidade em atividade, mas a história do futebol profissional de Itapira vai muito além. Capítulos marcantes foram escritos também pelo Itapira Atlético Clube, pela Sociedade Esportiva Irmãos Nogueira e pelo Santa Bárbara Futebol Clube.

Isso mesmo. Itapira já teve quatro clubes em disputas profissionais no futebol de São Paulo. Quem deseja relembrar os tempos gloriosos das agremiações ou ficar por dentro uma parte da história que, para os mais jovens, principalmente, é desconhecida, basta percorrer as tribunas do estádio Chico Vieira. Nele, foram afixados pôsteres relembrando as formações que representaram Itapira no futebol de São Paulo. José Natalino Paganini, que tem uma relação antiga com o União Bom Jesus, clube amador do bairro em que reside, a Vila Bazani, chegou a atuar no Santa Bárbara. Para ele, é muito importante valorizar o passado do esporte local.

“Tivemos grandes times, não apenas com a Esportiva, mas também com Santa Bárbara, Irmãos Nogueira e Itapira Atlético Clube. Relembrar estes momentos é muito importante. Não apenas para destacar os feitos do passado, como também servir de exemplo para o presente e o futuro da cidade”, afirmou o prefeito. Ele destacou que a inserção de novos quadros na região das Cativas e das Cabines de Imprensa torna o Chico Vieira diferenciado em relação à maioria dos estádios do interior, que não possuem este tipo de valorização.

 FUTEBOL

A Vermelhinha foi a pioneira. Fundada em 1947, a Vermelhinha revelou em seus primeiros anos o zagueiro Hideraldo Luiz Bellini. Posteriormente atleta da Sanjoanense, São Paulo, Atlético-PR e Vasco da Gama, foi o capitão da Seleção Brasileira na conquista da primeira Copa do Mundo, em 1958. Já a Esportiva estreou na Terceira Divisão, em 1954, ano em que a Federação Paulista de Futebol criou um terceiro estágio no futebol do estado. A equipe voltaria à disputa três anos depois, sem sucesso.

Criada em 1961, a Sociedade Esportiva Irmãos Nogueira representou Itapira na chamada Terceira Divisão (que na verdade representava a quarta divisão) de 1964 e 1965. A equipe contava com nomes como Zé Frangueiro, Carlucha e Piquica e em seu segundo e último ano entre os profissionais, integrou um grupo ao lado do União Barbarense, Santarritense, Palmeiras de Santa Bárbara, Córrego Rico (de Santa Rita do Passa Quatro) e Internacional de Santa Bárbara.

A cidade voltou a ser representada em 1969 pela Esportiva, que faturou o inédito título da 3ª Divisão Paulista. O time comandado por Zé Coradi levava a campo nomes como Ronoel Campana, Foraciepe, Zé do Ítalo, Bugio e Kalli. Porém, no ano seguinte, a Vermelhinha foi desativada e abriu espaço para o surgimento, dois anos depois, do Itapira Atlético Clube. Fundado em 24 de agosto de 1971, o IAC vestia a cor grená e disputou 14 vezes a Terceira Divisão (A3), duas vezes a Quarta Divisão (atual Bezinha) e duas a Quinta Divisão (a extinta Série B-1).

Entre 1973 e 1997, o IAC disputou boa parte dos campeonatos e sempre com uma maioria de atletas da cidade, como Luizinho Pasté, Nelsinho Stefanini, Fifo, Tuia, Dado Boretti, Flávio Boretti, Toninho Bellini, Cabrita, Fran, Silvinho e tanto outros. Neste período, houve espaço ainda para o Santa Bárbara Futebol Clube. Criado por Wilson Brasília, o Santa Bárbara foi comandado por figuras como Piquica, Zezinho e Amauri e contou em suas escalações com peças como o mogimiriano Boca, Paganini, Pirulito e Carlinhos Godoy.

A única participação em um campeonato profissional ocorreu em 1977, ano em que o IAC não participou da competição, que teve ainda clubes da região como Mogi Mirim Esporte Clube e Clube Atlético Guaçuano, além de escudos do porte de Bandeirante de Birigui e Matonense. Mesmo que não ostentem títulos ou enormes feitos profissionais, Irmãos Nogueira e Santa Bárbara marcaram época no futebol itapirense e o IAC se tornou querido por uma legião de itapirenses.

Hoje, a cidade é representada mais uma vez pela Esportiva, que retomou suas atividades profissionais em 2005. Com dois acessos importantes em sua história (em 2007 para a A3 e em 2013 para a A2), a Vermelhinha celebra mais um aniversário com a responsabilidade de manter um legado que passa pela história de não apenas um, mas de quatro escudos que cravaram o nome de Itapira no cenário do futebol profissional de São Paulo.

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