Rebaixado mais uma vez com LHO, Mogi vive incerteza com o futuro

O Mogi Mirim Esporte Clube encerra neste domingo (25), um capítulo importante de sua história. Após décadas presente nas três principais divisões de São Paulo, o clube fará o último jogo antes de ser um integrante da Segunda Divisão Sub23, a chamada Bezinha. O cortejo final é o mais depressivo possível e o clube não poderá sequer se despedir da Série A3 em sua casa.

Ainda com o estádio Vail Chaves interditado, o confronto com o Desportivo Brasil Brasil será no Chico Vieira, em Itapira. A confirmação do novo aluguel do estádio itapirense ocorreu no dia 15 de março, cumprindo assim o prazo regulamentar da Federação Paulista e evitando um novo vexaminoso W.O, como o ocorrido há duas semanas, quando a diretoria deixou de indicar um local para substituir o Vail Chaves.

Rebaixado desde o W.O, o Sapo entrou em campo contra o Rio Branco (em Americana) e perdeu por 4 a 1 e diante do Marília (em Marília), quando foi derrotado por x a x. Com sete pontos, o Sapo é o lanterna da competição. Em mais de 100 anos de história, o Mogi iniciou sua saga no futebol profissional em 1970, época em que o futebol estadual contava com três divisões. Em 1981, o Sapo garantiu vaga na Divisão de Acesso e desde 1986 passou a ser integrante recorrente da elite paulista. Um cenário alterado drasticamente desde que Luiz Henrique de Oliveira se tornou presidente do clube, com três rebaixamentos consecutivos.

A evidente péssima gestão do dirigente não apenas colocou o Mogi Mirim no fundo do poço, como também ceifou a esperança do torcedor mogimiriano. Como será o futuro do Sapo? Ninguém pode cravar. Na esfera futebolística, o clube tem ainda este ano a disputa da Série D do Brasileiro. Rebaixado da Série C em 2017, o Sapo tem vaga garantida e, desde 21 de fevereiro, conheceu a trajetória na primeira fase da competição.

O Mogi está no Grupo A17, ao lado de Prudentópolis-PR, Brusque-SC e São José-RS. De acordo com Márcio Granada e Alessandro Botijão, que assumiram a gestão do futebol profissional de janeiro a dezembro deste ano, o objetivo é sim colocar a equipe na disputa nacional.

A estreia na Série D será no dia 21 ou 22 de abril, contra o Prudentópolis, na cidade homônima. O clube insiste que tenta a liberação do Vail Chaves para o nacional, mas, trabalha efetivamente com a possibilidade de mandar os jogos da Série D em Itapira. Já as categorias de base não foram inscritas em nenhuma competição. A curto prazo, o futuro do Mogi Mirim é de defasagem esportiva e de mero cumprimento de tabela com a presença na Série D.

Há ainda o cenário político-administrativo, com a discussão a respeito de uma possível venda do estádio Vail Chaves ganhando repercussão após a entrevista do presidente à ESPN, em que Oliveira disse ter a intenção de vender a área para a construção de um shopping. Enquanto legalmente a diretoria tem impedimentos para efetuar a venda, o clube fica à mercê de quem o rebaixou. E sem boas expectativas para o futuro…

Foto: Marcelo Gotti/MMEC

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