Emoções à flor da pele no Maria Lenk

Entre os dias 17 e 21 de abril, três atletas da Free Play/Sejel viveram intensamente a plenitude da paixão pelo esporte. Comandados por Ricardo Antônio Martiniano, Conrado Coradi Lino, Tomas Coradi Lino e Bárbara Cecato Barbosa ainda são jovens, mas têm convicção do que gostam. Nadar. E competir em meio aos melhores de um país respeitado na natação mundial aflora ainda mais estes sentimentos. A ida ao Parque Aquático Maria Lenk, para a disputa do troféu que carrega o nome da patrona da natação brasileira não foi um mero passeio.

Houve uma mistura de sentimentos, de desejos por competir, vencer e aprender. Crescer enquanto desportista e humano. A cada braçada, os músculos constantemente treinados eram exigidos, mas impulsionados pelo coração. “Quando eu cheguei no Parque Aquático Maria Lenk, senti uma emoção muito forte. Uma sensação de orgulho, felicidade. A única coisa que eu pensei foi “Meu Deus, olha onde eu cheguei” e passou um filme na minha cabeça, de tudo o que eu treinei e vivi até chegar ali. Eu só conseguia pensar que eu estava ali, entre as melhores do país, do mundo”, frisou Bárbara Cecato Barboza, a mais jovem da delegação, com 18 anos.

Estreante no Maria Lenk, Bárbara fixou inúmeras marcas. Se tornou a primeira mogimiriana a participar do Maria Lenk e, de quebra, a primeira a alcançar uma final. Nos 400 metros medley, nadados na sexta-feira (20), Bárbara alcançou a Final B, terminando como a 13ª melhor atleta do país na prova. A nadadora ainda competiu nos 1.500 metros livres, a sua prova de estreia no Maria Lenk.

Na sexta-feira, dia da sua segunda prova, Bárbara estava tranquila. Estava. Quando seu nome foi anunciado para o balizamento, o nervosismo voltou. Sua melhor marca não foi batida, mas alcançou a Final B e atingiu a expressiva marca de pertencer ao grupo das 15 melhores nadadoras do país na categoria absoluto.

Quem também estreou em um Maria Lenk foi Tomas Coradi Lino. Aos 22 anos, o nadador destacou que a preparação para a competição começou no dia 2 de janeiro, algo um pouco diferente do que estava acostumado. “Eu não fiquei tão nervoso quanto ficava algum tempo atrás e isso foi muito bom, eu nadei na segunda e terceira etapa, então tive que esperar um pouco para começar minha competição”, ressaltou.

Em sua primeira prova, os 200 metros medley, conseguiu abaixar quase 3 segundos e isso lhe deu confiança para nadar os 50 metros nado costas no dia seguinte, em que o foco principal era pegar uma Final B. “Mas, no dia seguinte não consegui ir tão bem e aumentei meu tempo. No final, mesmo não alcançando o objetivo, gostei muito de nadar lá”.

Se Tomas debutou no Maria Lenk, seu irmão mais velho, Conrado, registrou o sétimo passaporte neste Brasileiro Absoluto. O nadador de 24 anos, porém, ressaltou que a edição de 2018 ficará guardada com um carinho especial. “Pelo quarto ano estou entre os 10 melhores nadadores de Medley do Brasil, no principal campeonato nacional”, festejou.
Na sexta-feira (20), Conrado recebeu as vibrações da família e amigos que, pela televisão, puderam ver, ao vivo, a Final A dos 400 metros medley. Com 4min28seg89, o mogimiriano se tornou o sétimo melhor do país nos 400 medley. O resultado deixou Conrado feliz, mas, a prova que carregará com um sentimento especial, é que a que ficou em nono lugar, nos 200 medlley.

“Quando se entra com a responsabilidade de ganhar a Final B, em que se disputam as colocações de nono à 16º, assegurar a nona posição do Brasil não é fácil. Ali haviam competidores que também possuíam condições de estar na Final A, mas ficaram de fora, comprovando o altíssimo nível da competição”, destacou.

Conrado ressaltou que, mesmo com uma prova tão aberta, na Final B ele bateu na frente. Um feito inédito em sua carreira. “Pela primeira vez na vida ganhei a Final ‘B’ do Troféu Brasil. Foi apertado. Uma diferença de 84 centésimos de segundo separaram meu 9º lugar do 14º colocado. Mas, fui eu. Eu ganhei”. O nadador conta que explodiu naquele momento um combo de sentimentos.

“Vibrei como campeão, em uma mistura de sensações que transitava entre felicidade, alívio e dever cumprido. Só me restava explodir de emoção depois de ter de superar a frustração de ficar de fora da Final A por apenas 40 centésimos e, em um curto período de tempo, se reinventar para nadar ainda melhor à noite e ainda ter que lidar com a responsabilidade de ganhar a Final B”, exclamou.

Para Conrado, são essas sensações que movem os atletas. Que os fazem melhorar e crescer como atleta e pessoa. “E é exatamente por causa da alternância de emoções que guardarei com tanto carinho essa prova”. Ao final da competição, mesmo com apenas três atletas na delegação, a Free Play terminou com a 17ª melhor equipe do país, com 23 pontos.

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