São Mateus: o melhor goleiro do Rural

Mateus Carvalho Rodrigues nasceu em Guararapes, cidade que integra a região da Araçatuba, no interior de São Paulo. Ainda adolescente, com 13 anos, começou a percorrer o estado em busca do sonho de ser jogador de futebol e criou raízes com Mogi Mirim. Foi no Sapão da Mogiana onde ele passou a maior parte da formação. Foi goleiro em categorias inferiores, mas, se destacou mesmo no sub20, em que foi vice-campeão paulista em 2011 e campeão em 2013.

Chegou a fazer parte do elenco profissional, mas há alguns anos, abortou o sonho, sem se desprender da nova casa. Em Mogi Mirim se tornou educador físico e um dos principais nomes na posição. No Aparecidinha, Mateus chegou ao bicampeonato, sendo duas vezes seguidas o goleiro menos vazado. “É um campeonato muito difícil e que há muito investimento. O nosso time era considerado um dos inferiores lá no começo, mas, com muito suor, conseguimos ser campeões”, frisou.

Mateus sofreu apenas 10 gols em 11 partidas. Mais do que os números ou até o troféu pelo feito, o goleiro se tornou respeitado pelos rivais, que sabem a dificuldade que é passar pelo camisa 1 do Aparecidinha. “Tenho que agradecer a Deus por este dom que é jogar futebol, de ter esta habilidade de atuar no gol. E também aos meus companheiros, porque, na hora em que precisei, eles estavam lá para me ajudar”.

O goleiro ressaltou as dificuldades da posição. Enfatizou que, muitas vezes, passam o jogo inteiro como expectadores e, em uma bola, o mundo por ruir. Porém, no Rural, quando esta bola crucial ronda a meta de Mateus, ele está lá para salvar. “Teve uma bola dessas na final e, se não estiver 100% concentrado, toma o gol e tudo por ir por água abaixo”. Mateus também enalteceu os tempos de atleta, seja na base, ou no profissional. “Toda esta carga de trabalho, a dedicação, gerou esta herança, além dos meus preparadores e dos goleiros com quem trabalhei. Tudo isso foi muito importante”.

Além do respeito dos rivais, Mateus também conquistou a confiança dos companheiros, que jogam com mais segurança por saber que, lá atrás, a meta está bem guardada. “Ele teve base, a diferença está aí. Ele se dedicou a vida toda, tinha condição de ser profissional. Para fazer gol nele, tem que ser bem batido. O Mateus é excepcional, como pessoa e caráter também”, destacou o capitão Diguinho.

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