O povo ainda não percebeu a sua força

O movimento de paralisação promovida pelos caminhoneiros nos últimos dias é marcante para o Brasil. As consequências para o país e a maneira como escancararam a fragilidade do Governo Federal não devem servir apenas para enaltecer a força que tem esta classe, pouco valorizada em nossa sociedade. O movimento emergido pelos caminhoneiros torna claro o quanto o povo é forte e não apenas uma classe.

Não basta desejar mudanças. É preciso enfrentar o que for, inclusive um governo. Se a causa for legítima, baseada em reivindicações justas e sem violência, a vitória é certa. Estamos cansados de viver em um país em que a corrupção tomou conta do setor que deveria ser o pilar da nossa sociedade. A anarquia não nos leva a lugar algum, mas, o caos instaurado pelos políticos atuais transformou nosso país. Somos uma nação que não tem noção da força que tem.

Nas urnas, mantemos perpetuados sistemas que culminam no enriquecimento de poucos e na miséria da maioria. Políticos que não tem a mínima vergonha de roubar às escondidas e na frente das câmeras condenar a corrupção. Na última campanha presidencial, fomos obrigados a engolir um candidato que batia no peito, gritava, que iria combater a corrupção daquele que, no momento, era o governo atual. Um homem que teve o nome envolvido em vários esquemas, inclusive com tráfico de drogas e ameaças de assassinato. Clamou por dinheiro para um dos maiores lavadores de dinheiro do país e, devido a um câncer chamado ‘foro privilegiado’ não está atrás das grades.

Derrubar o ‘foro privilegiado’ é um dos assuntos que devem fazer o povo pressionar nossos subalternos. Sim, qualquer político, seja presidente, governador, senador, deputado, prefeito ou vereador nos deve chamar de senhor. São nossos funcionários, recebem dinheiro dos nossos impostos e são colocados em suas cadeiras para trabalhar pro nós. Ao se direcionar para um cidadão, devem se curvar. Mas, até hoje, olham com nariz empinado. Isto pode mudar e depende de nós. Da nossa ação.

Precisamos de reformas, como a tributária e a política. Mas, mais do que isso, a reforma necessária é da postura da população. Não podemos mais ser passivos enquanto nossos meros funcionários nos passam para trás. Esta luta é de todos, inclusive do esporte, a bandeira principal do GRANDE JOGADA. Se houver ação de fato, um presidente de clube pode ser destituído e um prefeito pode se ver sem outra alternativa a não ser deixar um estádio apto para receber jogos de futebol profissional. E não é só futebol. Temos que lutar por esporte de base para nossas crianças e uma maior demanda esportiva dentro das escolas, tanto estaduais quanto municipais.

Pressionem 365 dias por ano. 24 horas por dia. E não basta fazer isso através da internet. Os políticos precisam ser colocados em seus devidos lugares. Eles são nossas marionetes e não o contrário. Caso um ou outro não se sinta à vontade para trabalhar por nós, basta renunciar ou não se candidatar. E se nos roubar, que seja condenado como qualquer criminoso. O Brasil precisa e vai mudar. Isto só depende da força do nosso povo.

Foto: EFE/Joédson Alves

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *