Tucurense cada vez mais perto dos 100 anos

A Associação Atlética Tucurense tem uma história que se confunde com o futebol amador de Mogi Mirim e região. Fundado em 17 de março de 2019, o clube está perto de celebrar os 100 anos. A marca centenária é impressionante para uma agremiação de futebol amador e quando se compara com a idade de equipes profissionais, a exclamação é ampliada. O espanhol Valencia, que já foi finalista da Liga dos Campeões, foi fundado exatamente um dia depois da Tucurense.

Ainda na Europa, um dos times mais badalados da atualidade, o PSG, foi fundado em 1970, quando a Tucurense já contava com mais de meio século de história e três títulos na elite do amador mogimiriano. Aqui pelo Brasil, o Cruzeiro chegará ao centenário apenas em 1921 e o São Paulo em 1930. Esta longa trajetória, porém, não é marcada apenas pelo simbolismo de um centenário próximo.

A Tucurense esteve perto de ser o clube profissional da cidade. Em 1970, quando a Federação Paulista avaliava os estádios mogimirianos, o Distrital Angelo Rottoli, no Tucura, foi cogitado para aprovação. Tucurense, Peixe e Mogi Mirim EC eram clubes amadores à época e foi o Sapão, o favorito desde o início, o eleito para assumir o posto profissional. Se o Sapão levou a melhor neste ‘embate’, quando os times se enfrentaram em uma final de amador, a vitória foi da Tucurense. Em 1965, a decisão da Primeira Divisão foi entre Veterana e Mogi e o título ficou com o clube do Tucura.

Este já era o segundo título da equipe, que vencera o Ginásio, na final de 1964. O tricampeonato consecutivo foi alcançado em 1966, com o triunfo sobre o Santa Cruz. A Tucurense voltou a ser campeã amadora em 1971, quando o bateu o Floresta. Em 1975, a vítima foi o Mirante e, no ano seguinte, mais uma vez o Floresta. Depois de um período de seca, em 1989, com a vitória sobre o Vila Dias na final, a Tucurense conquistou seu sétimo título, o primeiro sob o comando de Paulo Bolinha, um dos nomes mais emblemáticos da história da Tucurense. A equipe repetiu o feito em 1997 e, a partir de 2003, começou a ‘Era Bombarda’.

Com o atual técnico e dirigente no comando, a Veterana foi campeã em 2003, 2010, 2011, 2015, 2016 e 2017. Neste ano, a briga é para que o clube se torne o primeiro tetracampeão consecutivo da história do amador local, chegando assim à 16ª taça na elite, um recorde entre as cidades da região. Atualmente presidido por Deniz Vieira Antônio, o Alvinegro da zona Norte possui em suas galerias nomes que marcaram o amador local.

O goleiro Maurício e o zagueiro Tibúrcio aparecem entre os hexacampeões com a camisa tucurense. Ceará e Dênis possuem cinco títulos cada, enquanto nomes do presente, como Gui Mariano, Tandy e Iago, e do passado, como o goleiro Guga e Erinho, possuem quatro cada. Por falar em passado, figuras como o zagueiro Boca, os atacantes Benício e Maurício Fuzeto, os volantes José e Santo Coco, o goleiro Wilson Bonetti e o meia Eduardo Bazani são tricampeões. A lista de vencedores com a camisa da Veterana é longa. Assim como a de figuras importantes nos bastidores. Paulo Bolinha e o Dr. Luiz Gonzaga estão entre os principais expoentes, tanto que foram homenageados nas camisas da atual temporada. Uma história marcada por um passado glorioso, um presente competitivo e um futuro que ainda terá muitos capítulos a serem contados.

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