Mamãe FIFA puxa a orelha do menino Ney

Menino ou homem? Paparicado ou injustiçado? Essas características podem conviver juntas. Nós brasileiros temos uma história singular no futebol. Ela diz que somos o país do drible, do improviso, da boa irresponsabilidade, da molecagem no momento de tomar uma decisão que fuja do senso comum. Cada vez mais perto de uma gaveta do passado e distante do pragmatismo tático do presente. Mas é nosso dever navegar contra a maré na direção da preservação de uma identidade nacional que nada tem a ver com ufanismo ou ‘pachequismo’.

Quem representa este ideal melhor do que Neymar? Ninguém. É ele o menino dos pés descalços capaz de deixar o defensor sentado no gramado a procura de uma explicação. Pena que este não é seu único foco. Ele demonstra querer todo dia, todo jogo, todo o lance, provar ao mundo que é o melhor. Como se isso fosse possível, como se fosse necessário, como se fosse definitivo. A capa de super homem que o deixaria imune as críticas externas que tanto o incomodam.

Os fatos não permitem a ele ou a quem quer que seja que fale por ele, argumentar em sentido contrário de forma coerente.  A resposta, no mínimo grosseira, do pai do craque a repórter da revista Veja, Camila Matoso prova a desconexão deles para com o mundo real. Para quem não viu, a grosso modo, Camila perguntou sobre uma suposta festa feita pelos jogadores da seleção na Rússia. Esta foi a resposta. “Fiz com sua mãe”. Nojenta, gravada e injustificável.

Já não é mais a birra pessoal de um ou outro jornalista ou futebol. A imaturidade e até falta de esportividade, se reverberou por entre colegas das mais diferentes nacionalidades na Copa do Mundo. Tudo isto em um contexto cheio de melindres e corporativismo. Por mais que seja indicado reconhecer que existam alguns exageros quase inevitáveis para uma imagem reproduzida a exaustão.  Negar que ficou uma marca negativa é zombar e estar na lua.

Mas, talvez a única palavra inquestionável para Neymar e dos seus seja a da FIFA. A entidade que oferece o prêmio pelo qual ele parece ser permanentemente seduzido.  Entre os dez nomes divulgados nesta terça, nenhum é de brasileiro. Porém, ela pode ser a gota que faltava no copo do amadurecimento do atacante.   Quem sabe assim ele entende melhor a importância do coletivo. Faz uma autocrítica e entra em uma nova ne fase na carreira. A fase em que ser o número 1 seja consequência e não causa. Realização e não pressão. Acorda craque!

Lista dos 10 jogadores indicados a melhor do ano:

Cristiano Ronaldo (Real Madrid)

Kevin de Bruyne (Manchester City)

Eden Hazard (Chelsea)

Lionel Messi (Barcelona)

Kylian Mbappe (PSG)

Luka Modric (Real Madrid)

Antoine Griezmann (Atlético de Madrid)

Harry Kane (Tottenham)

Mouhamed Salah (Liverpool)

Raphael Varane (Real Madrid)

 

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