Claudinha: uma estrela do vôlei em Mogi Mirim

Mogi Mirim parece ser um solo fértil para o crescimento de atletas de ponta. Da cidade, despontou para o mundo do futebol o craque Rivaldo. Das terras mogimirianas também surgiu Dirceu, que construiu uma carreira para lá de vitoriosa no vôlei. Estes são apenas dois entre os tantos atletas de destaque da cidade e são figurinhas para lá de conhecidas e que têm suas histórias de sucesso contadas e recontadas pela cidade. O que nem todo mundo sabe é que mais uma estrela que está brilhando no vôlei, pode ser vista andando pelas ruas da cidade em seus (raros) momentos de folga.

Cláudia Bueno da Silva, ou simplesmente Claudinha é uma das estrelas da seleção brasileira de vôlei. Apesar de não ser nascida em Mogi Mirim (ela é de São Caetano do Sul), há quatro anos sua família se mudou para a cidade e quando não está pelo Brasil ou pelo mundo jogando vôlei, ela também é uma cidadã mogimiriana. Ainda que somente há quatro anos a cidade ser a “residência fixa” da família Bueno Silva, os laços da jogadora com a cidade são bem mais longos… “Minha infância inteira ia pra Mogi de férias na casa dos meus tios e avós, família da parte da minha mãe”, contou.

Em Mogi Mirim ou qualquer outra cidade, a vida de Claudinha parece ter sido sempre permeada pelo esporte. “Sempre gostei de esporte, e jogava campeonatos escolares, e com isso tive a oportunidade de fazer teste no Corinthians”, contou. Como é de se imaginar, o teste dela foi um sucesso e no Timão ela permaneceu durante o pré-mirim, em 2000, o mirim, em 2001 e o infantil, em 2002. Logo depois, ela mudou de ares e em 2003 estava no BCN Osasco no infanto-juvenil.

Já em 2004, após mais uma mudança de clube – desta vez para o São Caetano, ela ainda estreiou na seleção. Neste ano, ela integrou a seleção brasileira juvenil e foi campeã sul-americana. Depois disso, ela passou pelo vôlei de praia, voltou para a quadra, disputou superligas e cada vez mais crescia na carreira, até que em 2001 foi convocada pela primeira vez para a Seleção de Novas para disputar a Copa Pan-Americana (terminando a competição em 2° lugar) e também a Copa Yeltisin – na qual o time também foi vice-campeão.

Em 2012 ela voltou para a Seleção de Novas e conseguiu dar um novo passo na carreira. Ela foi convocada para a Seleção Adulta para disputar o Grand Prix e Montreoux, sendo que nos dois casos foi campeã. Os campeonatos e títulos não pararam de se acumular na carreira da jogadora e no ano passado, um deles teve um gostinho para lá de especial. Em 2018, Claudinha – integrando o Praia Clube – foi campeã da Superliga, comemorando o primeiro título nacional da história do clube e para provar o quanto ela brilhou em quadra, Claudinha foi eleita a melhor jogadora da final da Superliga. Para quem acha que ela já conseguiu o suficiente, ela garante que não! “Graças a Deus a cada ano que passa da minha carreira estou conseguindo alcançar meus sonhos e objetivos, não cheguei onde queria ainda. Mas continuo trabalhando para que isso aconteça. Sempre tive muito pé no chão, e se até agora já conquistei algo foi através do trabalho diário e com incentivo da minha família”, pontuou.

MOGI MIRIM

Com tantas vitórias e superações acumuladas, Claudinha vê em Mogi Mirim potencial para que a cidade se desenvolva e cresça no esporte. Mas, para ela, a cidade precisará de mais do que jovens talentosos para continuar relacionando seu nome a atletas de sucesso. “Mogi tem muito potencial para gerar novos talentos sim. Mas sabemos que não é tão simples e que depende de muitas coisas para isso acontecer. E fico na torcida para que isso aconteça”, disse e completou, “mas como no Brasil falta mais incentivo para as crianças e adolescentes no esporte”.

 

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