Esportiva Itapirense alcança 300 jogos após retorno

Fundada em 24 de março de 1947, a Sociedade Esportiva Itapirense viveu fases distintas desde a sua fundação. Após revelar o zagueiro Bellini, que viria a ser o capitão da primeira conquista do Brasil em uma Copa do Mundo, a equipe passou a quase 20 anos entre atuações e desistências dentro do futebol profissional. Emergiram na cidade outros clubes que atuaram no Campeonato Paulista, como a Sociedade Esportiva Irmãos Nogueira e o Santa Bárbara Futebol Clube. Após o título da Terceira Divisão de 1969, a equipe parou as suas atividades e deu espaço para a fundação do Itapira Atlético Clube, outra tradicional agremiação da cidade.

Na década de 1990, o IAC também paralisou suas atividades e em 2005 a Esportiva voltou. O então prefeito Toninho Bellini foi um dos entusiastas do retorno, que começou com a base e se consolidou com a volta ao estágio profissional em 9 de abril de 2006. Naquele dia, a Esportiva recebeu o já extinto Boa Vista e venceu por 2 a 0 no estádio Chico Vieira, em Itapira, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Já se passaram pouco mais de 12 anos desta volta e, no sábado (4), a Vermelhinha alcançou a marca de 300 partidas profissionais desde o retorno do clube.

O resultado desta partida histórica não foi dos melhores. A Esportiva perdeu por 2 a 1 para o Paulista de Jundiaí e se complicou na briga por uma vaga na terceira fase da Bezinha. De qualquer forma, o GRANDE JOGADA traz este levantamento exclusivo na edição especial deste mês de agosto. Em 300 partidas, a Esportiva enfrentou 84 rivais diferentes. Deste total, 20 estão licenciados da Federação Paulista de Futebol, como o Atlético Guaçuano e o Radium de Mococa.

O clube somou 394 pontos desde 2006, alcançando assim um aproveitamento de 43,77% dos pontos disputados. São 102 vitórias, 88 empates e 110 derrotas em 15 participações diferentes em competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol. Além de três presenças na Bezinha, o clube já disputou a Série A3 (8 vezes), a Série A2 (uma vez) e a Copa Paulista (3 vezes). A defesa sofreu 375 gols nas 300 partidas, número quase idêntico ao do ataque, que marcou 374 vezes. O grande artilheiro do clube no período é Ricardinho, que anotou 58 gols com a camisa da Esportiva.

O clube agora briga para alcançar seu terceiro acesso em 12 anos. Para repetir o feito de 2007, quando subiu para a A3, será necessário chegar à marca dos 400 pontos gerais. Com 394, falta seis para isso. Na Bezinha, faltam duas rodadas e, com seis pontos, o clube terá boas chances de seguir na caminhada rumo a mais uma participação na Série A3. Uma missão difícil, mas, não impossível para um clube que tem se reinventado em sua septuagenária história.

 

PROMOÇÃO

A Esportiva Itapirense retorna neste sábado (11) a atuar pela Bezinha. A partir das 15h00, o clube recebe o Bandeirante, no estádio Chico Vieira. Com o rival praticamente eliminado do torneio, a Vermelhinha tem a chance de seguir viva na briga pela vaga na terceira fase. O clube tem 4 pontos e ocupa a terceira posição o Grupo 8, atrás de Comercial (8) e Paulista (7), que se enfrentam no domingo, às 10h00, em Jundiaí.

Para este jogo, a diretoria manterá a promoção especial, com a meia-entrada para todas as mulheres. O público feminino já foi alvo de incentivo na rodada anterior, quando também pagaram meia entrada (R$ 5). Crianças com até 12 anos não pagam para entrar e homens pagarão o valor da inteira (R$ 10). O apoio da torcida será importante já que, em caso de empate, o clube praticamente dará adeus à chance de acesso. Uma vitória levará a Vermelhinha a sete pontos e, pelo confronto direto entre Paulista e Comercial, seguiria viva para a última rodada, em Ribeirão Preto, contra o Comercial.

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