Dona Zo: “Eu quero viver a Vila Dias até eu morrer”

A paixão de um torcedor pelo seu clube de coração não possui medidas. É algo indecifrável e que, talvez, possa se ter noção quando o sentimento é exposto. Isolete Fátima da Silva tem 51 anos pode ser considerada uma das torcedoras-símbolo da Vila Dias. Conhecida como ‘Dona Zô’, ela sempre se envolveu com futebol. O pai, José Vicente defendeu equipes como o Santa Luzia. Após se mudar da zona Norte para a zona Leste, o time que era apenas um ‘conhecido’ se tornou uma paixão.

“Quando mudei, acabei fazendo amizades, frequentado os jogos da Vila e a Escola de Samba também. Eu já era amante do futebol, mas, depois de alguns anos, acabei namorando o Cesão, saudoso César Motta. Foi aí que brotou de vez o meu amor e paixão pela Vila Dias. O Vila Dias significa tudo hoje para mim. É uma família, é amor, é união, é humildade, é respeito”, destacou a torcedora.

Dona Zô conta que procura dar continuidade a um sonho de alguém que era o maior incentivador e torcedor da Vila. “Eu jurei para ele em leito que eu iria fazer de tudo para montar a Associação da Vila, que era o sonho dele. Infelizmente, em 2005, ele faleceu de um câncer raro. Aí eu adoeci com uma trombose cerebral e voltei depois de três anos e não vou parar nunca mais”.

A torcedora transmitiu a paixão pela Vila de forma contagiosa. O atual marido, Flávio Moraes da Silva, era Tucurense e se tornou torcedor, assim como são os cinco filhos e os 10 netos. Dona Zô vê a Vila assim, como uma família imensa, que não tem fim. Assim como seu amor pelo clube que pinta a zona Leste de vermelho e branco. “Vejo a minha torcida com muito amor e união. Todos tentam se ajudar, independente de ser da diretoria, do elenco ou da torcida. Eu quero viver a Vila Dias até eu morrer”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *