Os novos movimentos políticos e jurídicos do Mogi

A famosíssima série “The Walking Dead” já está em sua oitava temporada e deve se estender por mais algumas… Adorada por fãs, a saga dos zumbis não parece perto de terminar, com capítulos e capítulos que se acumulam a ponto de fazer até mesmo os mais aficionados perderem as contas de quantos já foram. As polêmicas envolvendo o Mogi Mirim Esporte Clube também estão assim. Outra semelhança entre o Mogi Mirim e TWD é que o Mogi Mirim está mais para zumbi – assim como a maioria dos personagens da saga televisiva. O time – que muitas vezes já foi considerado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) parece cada vez mais “morto”, uma mera lembrança da grande agremiação que já foi outrora.

Apesar do estado lastimável do time vermelho e branco, alguns apaixonados pelo clube ainda brigam para trazê-lo de volta à vida e todos os passos parecem levar ao mesmo local: o Fórum da Comarca de Mogi Mirim. Nos últimos dias, mais um passo foi dado com o intuito de ressuscitar o Sapão da Mogiana. O grupo SOS Mogi está encampando esta luta há algum tempo. Tomando frente em ações que deveriam ser de interesse de toda a cidade, o grupo se movimenta neste jogo de xadrez que vai muito além do futebol. São quantias altíssimas de dinheiro, dívidas para todos os lados, vaidades e o ideal de alguns poucos em ver grande o time que fez história em um passado nem tão distante.

Cristiano Rocha, membro do S.O.S Mogi, contou que, na segunda-feira (30), mais algumas peças do tabuleiro foram mexidas em uma reunião realizada para discutir o futuro do clube. Na ocasião Victor Manuel Simões, esteve na cidade para discutir estratégias para tentar tirar Luiz Henrique de Oliveira da presidência do clube. Além disso, foram tratados direcionamentos de processos envolvendo o Sapo. Detalhes a respeito das conversas foram mantidas em sigilo para não atrapalhar a execução dos planos. “Eles vieram até aqui para a gente alinhar, vamos dizer assim, a segunda etapa de batalhas contra o Luiz Henrique”.

Enquanto estratégias são discutidas ainda com as portas fechadas, se aproxima a data marcada para a audiência que pode determinar o futuro da instituição. Inicialmente, o encontro estava agendado para o dia 4 de julho, mas, Luiz Henrique apresentou, horas antes, um pedido de adiamento alegando problemas de saúde. Com isso, a data foi adiada para o próximo dia 20 de agosto. O encontro com o juiz Fábio Rodrigues Fazuoli pode culminar na saída judicial de Oliveira do comando do Mogi Mirim. A audiência será de instrução, debates e julgamento.

Os processos que tratam do clube foram distribuídos para a 3ª e a 4ª Vara da Comarca de Mogi Mirim e tem, entre os requerentes, o ex-gerente de futebol do Sapão, Henrique Peres Stort e o ex-assessor de imprensa do clube, Geraldo Vicente Bertanha. Uma das ações pede a nulidade da assembleia do dia 18 de novembro de 2017, convocada pela atual diretoria e que reelegeu Luiz Henrique de Oliveira na presidência do Mogi.

Também estão registrados os pedidos de suspensão dos efeitos de resolução, assembleias, deliberações administrativas tomadas pela atual administração do Mogi Mirim Esporte Clube, até o mês de setembro de 2016, entre diversos outros pontos.  Outro processo em trâmite na Justiça local que pede a declaração de legalidade das deliberações tomadas em Assembleia Geral de Associados realizada em 18 de julho de 2017 e não reconhecida pelo corpo diretivo do Mogi Mirim Esporte Clube. Parte inferior do formulário

 

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