A espinha dorsal do tricampeonato do Santa Cruz

Agosto de 2015. No estádio Distrital Angelo Rottoli (Tucurão), o Santa Cruz perdia, nos pênaltis, a final para a Tucurense. A chance de conquistar o título logo em seu retorno à Copa de Futebol Veterano foi desperdiçada, mas, a partir dali, a equipe se reergueu. Com uma base sólida, o Cruzmaltino da zona Oeste manteve a sina de ir à final e alcançou o inédito tricampeonato na história da competição.

Nomes como o zagueiro Nilson, campeão em 2016 e 2017 e que defendeu a Tucurense este ano e o atacante Índio, artilheiro em 2016 e jogador do Vila Dias este ano, foram alguns dos que estiveram em algumas das conquistas. Mas, não em todas. Neste grupo seleto estão atletas como Barioni, Du Cavalo, Luciano Bridi, Rogerinho e Açougueiro. Eles integraram o elenco nas três edições. Titular em 2016, Rogério se tornou uma opção de luxo no banco de reservas do técnico Brega nas últimas temporadas.

Açougueiro se manteve entre as peças importantes. Autor de um dos gols do título de 2016, o meia foi titular nas finais de 2017 e 2018 também. Quem também esteve nas três decisões foi o zagueiro Du Cavalo. Lenda no Amador, o defensor celebrou a conquista de mais uma taça e ressaltou a dificuldade de obter três títulos seguidos no futebol. “Ganhar três campeonatos consecutivos é legal. Até porque a gente chega em uma idade complicada. Eu tenho 45 anos e jogo em um campeonato de Quarentão. E jogar com 45 e ganhar o título e também ser prestigiado pelo presidente, pelo treinador, é legal pra caramba”, vibrou o zagueiro.

Du Cavalo destacou que, ao chegar aos 40 anos, a vaidade e a auto-estima do jogador cai, já que há limitações para atuar em alto nível. É por isso que ele fica feliz pro ainda estar fazendo a diferença. Neste ano, o beque foi companheiro de Mainho, que também esteve na conquista de 2017. A dupla ajudou o goleiro Barioni a terminar a competição, mais uma vez, como goleiro menos vazado. O arqueiro está entre os tricampeões consecutivos. Uma marca que, mais uma vez, é ressaltada por Du Cavalo, mesmo que a insistência dele seja de que não possui mais vaidade em ser campeão. Porém, se é para jogar, que se jogue com força máxima. “Ganhar  títulos não é fácil. É amador, eu sei que é amador, não é profissionalismo. Mas, é o que a gente faz. E eu costumo falar que o que a gente faz tem que tentar fazer sempre o melhor e está dando resultado”.

O zagueiro ainda ressaltou a qualidade do trabalho do técnico Brega. Para ele, um dos responsáveis pela taça. “Nós colhemos o que plantamos e ele tem colhido frutos bons. O Brega tem jogadores que jogam com ele, pelo exemplo que ele dá. Não xinga, não grita. Ele conversa, é um cara especial, um amigo. Ele tem essa índole e traz muita gente com ele. Alguns de nome, como o Nenê e o Dega, que vieram para agregar. Ele tem o plantel na mão e isso é gratificante”.

O discurso é repetido por Luciano Bridi, outra peça importante nas três conquistas do Santa Cruz. Para ele, o diferencial foi o planejamento traçado por pessoas como Brega e Juninho Scott. “Procuraram montar um grupo homogêneo, um grupo muito forte. Entravam e saiam jogadores e o nível se mantinha. Neste período, muitos jogaram outros campeonatos e quem jogava conseguia dar conta do recado”, frisou Bridi. Outro aspecto importante é o entrosamento, já que muitos atletas se conhecem desde os tempos de Piteiras ou Cecap. “A gente joga tudo junto, tem entrosamento de longa data e isso ajuda muito”. E a ideia é manter a base para lutar, em 2019, por um novo feito: o tetra!

Bridi repete feito da Piteiras com o Santa

Vencer três vezes um campeonato não é fácil. Vencer três vezes seguidas é uma missão para poucos. Agora, repetir o feito de um tricampeonato consecutivo é um feito para Luciano Bridi. Um dos maiores nomes da história recente do futebol amador de Mogi Mirim, o meia repetiu nesta temporada um feito que conseguiu há muitos anos, na categoria principal do futebol amador.  Entre 2000 e 2002, ele era um dos destaques da equipe comandada, à época, por outro ícone do futebol amador: José Duzzi Neto, o Zito. Após ficar com o vice-campeonato em 1998 e 1999, nas duas vezes, diante do Santa Cruz, o Piteiras enfileirou três troféus. Em 2000, o time venceu a Tucurense, em 2001 bateu o Sant’Ana na grande final e, em 2002, foi campeão diante do Vila Dias. E nas três conquistas lá estava Luciano Bridi, um especialista em tricampeonatos! Com títulos também em outros torneios, como o Society e o Rural, o armador quer mais. Quem sabe, em 2019, venha o inédito tetracampeonato do Veterano. Não duvidem…

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