Santa Cruz: Briga sadia e trio na artilharia do Veterano

O Santa Cruz não é apenas tricampeão da Copa Veterano. Pelo terceiro ano seguido, um jogador da equipe da zona Oeste termina como artilheiro da competição. Em 2016, a façanha foi alcançada por Antônio Carlos Cardoso, o Índio. O jogador marcou nove gols e levou o troféu de goleador máximo do torneio para casa. No ano seguinte, a taça ficou mais uma vez com Índio, que anotou oito gols na competição. O terceiro principal artilheiro também foi cruzmaltino. Nenê, com quatro gols, ficou no Top 3.

Só que este ano o time abusou. Se Índio migrou para a AE Vila Dias, Nenê assumiu o posto de goleador e terminou com 13 gols, levando a taça individual para casa. Porém, no topo da artilharia, aparecem outros dois jogadores do Santa. Dega e Clodo fecharam a competição com 10 gols cada. Ambos não estavam em nenhuma das conquistas e possuem trilhas diferentes na chegada ao clube cruzmaltino.

Edgard José Manfre é conhecido no meio do futebol como Dega. Nascido e residente em Limeira, o atacante jogou profissionalmente em clubes como XV de Piracicaba, Linense, Guaratinguetá, Rio Branco e Independente. Em 2006, ele encerrou a carreira no Batatais e a sua história conflitou com a do Santa Cruz a partir do ano passado. Foi justamente Nenê, um dos ‘concorrentes’ pela artilharia, que o apresentou ao time de Mogi Mirim que disputou o Veterano Regional. “O Nenê me convidou para fazer parte da equipe de Mogi e passei a conhecer o pessoal. O Brega me convidou então para jogar no Veterano da cidade e aceitei”. contou o jogador.

Dega e Nenê fizeram os gols na grande final, contra a Tucurense. Ao final, ele ficou como vice-artilheiro, ao lado de Clodo e logo após Nenê. Uma briga sadia e marcada por brincadeiras. “Foi uma disputa sempre visando o melhor para o grupo. Claro que sempre rola umas brincadeiras, do tipo chuto para fora, mas não vou tocar a bola para vocês. Mas de forma sadia”, conta Nenê. A história é contada da mesma forma por Clodo. O mogimiriano defendeu a Tucurense em 2016 e o Martim Francisco no ano passado e, apenas este ano, assinou com o Santa Cruz. Autor de 10 gols, o atacante também entrou na ‘briga’ interna pelo troféu de artilheiro.

“Briga nenhuma não. Teve no bom sentido, todo mundo quer ser artilheiro. Mas, a brincadeira sempre tem. Depois do jogo brincava, hoje eu fiz dois, estou com dois na sua frente, mas é aquela brincadeira que pode ter certeza que, se eu ficar na frente do gol e ele estiver melhor posicionado, eu vou tocar a bola para ele fazer e isso aconteceu por parte deles também. É por isso que o Santa Cruz chegou, porque tem um time fantástico. O elenco que o Brega montou é sem comentários”. Entre os elogios, claro, boa parte foi para aqueles com quem Clodo dividiu a responsabilidade de marcar gols. “Independente disso (briga pela artilharia) ou não, jogar com os dois é fácil demais. O Dega tem fome de gol e o Nene é inteligente demais e aí fica fácil”, ressaltou.

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