Mirlene conquista pódio na Kilometro Vertical

A mogimiriana Mirlene Picin fechou no sábado (18), a sua temporada de competições em prova de montanha na Espanha. De seis eventos, ela subiu ao pódio em cinco oportunidades. A mais recente ocorreu no Kilômetro Vertical ‘El Ultimo Bucardo’, em Linas de Broto, na região de Huesca. Com altitude estimada em 963 metros, o local em que foi realizado a largada reuniu 77 competidores. Ao final, com 1.056 metros de desnível positivo acumulado (ou seja, morro acima), os atletas chegaram ao Pico Litros, que possui altitude de 2019 metros. Mirlene foi a terceira mulher a cruzar a linha de chegada após 4,1 quilômetros de distância. Ela atingiu a marca de 53 minutos e 11 segundos, abaixo do antigo recorde da prova, que era de 53 minutos e 13 segundos. A atleta ficou atrás apenas das espanholas Marta Vidal Lopez, vencedora da prova, com 52 minutos e 01 segundo e Begona Mota Virto, que fechou o percurso em 52 minutos e 54 segundos.

Em três meses na Espanha, Mika competiu em seis corridas de montanha. Três delas contaram com o estilo ‘quilômetro vertical’, em que ela somou uma vitória, uma terceira posição e um 19º lugar, na etapa válida pela Copa do Mundo, em Zegama. Ela ainda venceu uma prova de 21 quilômetros e ficou em terceira em outra da mesma distância e também participou de outra com 10 quilômetros de subida. “Foram três meses intensos de muitos treinos e uma experiência incrível, de viver o que é a corrida de montanha na Espanha. Provas espalhadas por todas as regiões montanhosas do país, que são muitas, em todos os finais de semana, com um alto nível competitivo tanto no masculino quanto no feminino e provas muito bem organizadas (bem sinalizadas, com atenção a segurança dos atletas)”, destacou a atleta.

Mika competiu em seis provas de montanha na Espanha

A mogimiriana frisou ter ficado muito feliz com os resultados e que não esperava estar tão competitiva neste momento. “É complicado para um atleta que está começando a competir em um tipo de terreno acidentado e com muito desnível, que simplesmente não existe onde eu vivo no Brasil. E o nível técnico das atletas só me motivou mais. Na teoria, eu sabia que poderia ter melhores resultados em provas de características de subida, mas, a prática me surpreendeu. Eu nunca havia competido em provas de kilometro vertical, e depois dessa temporada, acabei confirmando o meu ponto forte, que é subir”.

Mirlene Picin encerra esse bloco de provas de montanha e no início de setembro, competirá em provas de ski cross country, sua modalidade de inverno. As competições acontecem no Chile, em Termas de Chillian e são válidas como Campeonato Sulamericano da modalidade. Os meses de outubro e novembro voltam a ser dedicados às corridas de montanha, em que a atleta irá realizar as provas mais longas. Deverão ser de duas a três competições com distâncias de 45 a 77 quilômetros.

KILÔMETRO VERTICAL

O primeiro evento de Kilometro Vertical da história aconteceu na Itália, em Cervinia, em 1994. O Kilometro Vertical consiste em provas de subida na montanha. A largada é feita na base e o ponto final costuma ser o pico. O Kilometro Vertical não é uma prova de um quilômetro de distância e sim de quilômetro de desnível positivo. As distâncias dos eventos podem variar de 2,5 quilômetros até no máximo 5 quilômetros morro acima. O percurso tem que ter um ganho de elevação ao redor de 1000 metros, com inclinação variando entre 35% a 50%.

A prova de 2KVCollarada é o único evento de toda a Espanha onde se realiza o Kilometro Vertical Dobrado. Ao invés dos 1000 metros, são 2016 metros de altimetria positiva acumulada, em um percurso de 8,5 quilômetros. A prova larga da base da montanha no vilarejo de Villanua, a 870 metros do nível do mar e chega ao Pico Collarada a 2886 metros de altitude.

A Espanha é o local onde se concentra a maior quantidade de provas deste tipo, com uma cultura muito grande dessa modalidade. A maior dificuldade de se realizar o Kilometro Vertical Dobrado é encontrar um local que permita toda essa ascensão em uma subida única e também a segurança dos atletas. Muitos trechos tem que ser ultrapassados pelos atletas com técnicas de escaladas, mas sem o equipamento de segurança.

A largada dos atletas é feita individualmente contra o relógio, dividida em baterias de 8 a 10 atletas, ou a largada em massa, como estamos acostumados em qualquer evento de corrida. Ganha quem fizer o menor tempo do ponto mais baixo ao ponto mais alto. Os bastões de caminhada são muito utilizados entre os corredores desta modalidade.

PODIUM VERDE VISAFERTIL

Com as 15 mudas adicionadas com essa terceira colocação, o projeto de reflorestamento soma até o momento 205 árvores neste ano de 2018. Em 2015 foram plantadas 380 mudas. Em 2016, 290 e, em 2017, 320. O projeto é mantido pela empresa de fertilizantes orgânicos Visáfertil e Ulisses Girardi, patrocinadores da atleta. Além das árvores, promove ações como distribuição de mudas e sementes gratuitas e palestras sobre a conscientização ambiental.

As mudas são plantadas no município de Benedito Novo (SC), onde Ulisses Girardi mantém uma área de preservação. Mirlene ainda é patrocinada pela empresas Fermac Cargo e Nanobr Nanotecnologia, tem apoio da Murilhas Comunicação, Hospital 22 de Outubro e Bonés Skiroll e parceria com a Sejel (Secretaria de Esporte Juventude e Lazer) de Mogi Mirim e Studio Zentro – Huesca.

Fotos: Ramon Ferrer


 

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