Alimentação saudável começa na infância

Hábitos saudáveis desde a infância, certamente, influenciam em uma vida adulta com mais qualidade e, cada vez mais, essa consciência parece crescer entre os pais. Com isso, cada vez mais os pais têm procurado meios de oferecer uma alimentação mais natural e saudável para os filhos.

Para mudar a alimentação dos filhos que têm hábitos não saudáveis é preciso que a atitude seja de toda a família. No novo cardápio, a base da alimentação deve contar com alimentos in natura ou minimamente processados, os alimentos processados devem ser limitados e os ultraprocessados evitados.

 

Confira algumas dicas de como fazer essa mudança de atitude para ter uma alimentação mais saudável:

 

Redução gradual

A redução gradual daquilo que não é tão saudável, como o açúcar, serve como estratégia. “O sucesso é maior quando não há briga ou desconforto. Veja o exemplo do leite com achocolatado. Nos primeiros dias, se a mãe usa duas colheres de achocolatado deve reduzir para uma e meia. Depois de um tempo, diminuir para apenas uma. A criança não consegue notar a diferença e depois de uma semana ou duas, pode até pedir à mãe apenas o leite puro, que é muito mais saudável”, explica a nutricionista Rafaela Rangel de Araújo Jorge, especialista em alimentação infantil.

Enriquecer alimentos

Enquanto a criança não adequa seu paladar à alimentação saudável, outra estratégia é enriquecer os alimentos aos quais ela já está acostumada. Se ela não gosta de cenoura, pode perceber que ela fica gostosa em um bolo. Participar do processo de preparo do bolo na cozinha pode ajudá-la a compreender isso. Vale adicionar itens saudáveis como frutas, verduras, legumes, hortaliças, raízes e castanhas em sucos, crepes, sopas e panquecas.

Visual atrativo

Também é importante atentar-se para o visual dos alimentos, como explica Rafaela Rangel. “A criança é muito visual. Fiz um trabalho em uma escola que deu muito certo. Oferecemos mamão em cubos e nem todas comeram. Alguns dias depois, oferecemos o mamão novamente, mas cortamos em formato de coração e não sobrou nada. Se você trabalha a refeição de uma forma lúdica ajuda muito. A criança precisa ter a chance de escolher e o processo de conquistar a confiança demora bastante, embora seja recompensador”, explicou a especialista em alimentação infantil.

Fonte: Saúde Brasil

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