Eu quero clássicos regionais em 2019

Esportiva Itapirense x Mogi Mirim. Mogi Mirim EC x CA Guaçuano. CA Guaçuano x Esportiva Itapirense. Nunca foi tão possível ver esses três times de volta a uma mesma divisão. O cenário parecia até atingível por volta de 2013. O Mogi estava muito bem na Série A1. A Esportiva subia de forma inédita para a A2. O Guaçuano havia batido na trave no ano anterior. A região vivia uma fase de projeção em comum poucas vezes vista.

Hoje, o cenário ainda é desolador, mas com fios de esperança por tempos melhores. O Clube Atlético Guaçuano vive a expectativa de retornar ao futebol profissional através de uma parceria com a ASB Management, que anunciou acordo, apesar de tudo ainda parecer não sair da teoria. O clube precisa também regularizar sua diretoria e voltar a ter um estádio. O prefeito Walter Caveanha voltou ao comando da cidade em 2013 e parece querer passar uma retro-escavadeira por cima do Mandi.

Insisto que o futebol profissional não deve ser a prioridade máxima de uma gestão pública, mas também não precisar jogar tanto para escanteio. Caveanha não pensa um mínimo em quem ama o Mandi e dá a sensação de que quer demolir o Camacho para gerar renda em um terreno situado em uma área tão valorizada. Parece caso pensado. E quanto mais ignora o Mandi, mais faz as pessoas pensar o que quiser sobre sua atitude. Ou falta de atitude.

Seja como for, há esperanças de ver o Guaçuano de volta à ativa. A última partida do clube em torneios da Federação Paulista foi no dia 23 de agosto de 2014, quando a equipe sub17 perdeu por 11 a 1 para a Internacional de Limeira. Era o presságio de que o clube viveria posteriormente um período nebuloso. Cravar o retorno do Mandi ainda é algo distante, mas, a enorme torcida do Alviverde sonha com esse dia. Assim como muita gente – e me incluo na lista – sonha com os clássicos que podem dar vida a um torneio tão apagado quanto a Bezinha.

O Mogi Mirim foi rebaixado para esta divisão e, se sobreviver ao caos administrativo, participará do torneio em 2019. Já a Esportiva é participante praticamente certa. A atual gestão recolocou o time na disputa e a perspectiva é lutar pelo acesso à Série A3 no ano que vem. Dos três, a Vermelhinha é quem está ainda ativo em 2018, com a presença na 2ª Divisão do Paulista Sub20.

E vale destacar aqui que em caso de confirmação das três equipes no Paulista de 2019, será a primeira vez que eles estarão em um mesmo torneio. Na década de 1970 e 1980, as três cidades integravam igual divisão, mas, quem representava Itapira era o antigo Itapira Atlético Clube. O IAC ainda possui CNPJ aberto e há quem sonhe com a reativação do time grená. Por mais que seja algo bem longe do racional, o retorno do IAC fortaleceria ainda mais esta rivalidade, proporcionando o primeiro dérbi de Itapira, já que, quando o Itapira AC foi fundado, em 24 de agosto de 1971, a Esportiva estava desativada.

Exatamente por isso, é que nunca houve um Esportiva x Mogi Mirim EC em campeonatos paulistas. O Sapão foi profissionalizado em 1970, um ano após a Vermelhinha ter vencido a Quarta Divisão (chamada à época de Terceira Divisão) e ter sido desativada. Os duelos do Mogi foram com o IAC, bem como o Clube Atlético Guaçuano. A rivalidade entre Sapo e Mandi, aliás, é enorme, com várias histórias de duelos épicos no Camacho e no Vail Chaves.

Quem dera a região ser presenteada com um grupo que tenha Sapo, Mandi e Coelho. E ainda pode ter o Amparo, o Independente de Limeira, o Rio Branco de Americana e o União Barbarense. Todos times credenciados a jogar a última divisão estadual. Uma lástima para o tamanho da história destas agremiações, mas, a rivalidade pode ser um alento para que 2019 seja um ano, ao menos bem divertido, dentro de campo.

 

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