Di Grassi e Átila vencem corrida anterior a Mogi Guaçu

Nos próximos dias 22 e 23 de setembro, Mogi Guaçu vai sediar mais uma etapa da Stock Car, a principal categoria do automobilismo nacional. Mas, como foi a última prova antes dos pilotos e máquinas desembarcarem na região? No final de semana dos dias 8 e 9 de setembro, Cascavel recebeu a Stock Car para a realização da oitava etapa do campeonato.

Em corridas cheias de disputas, a vitória nas corridas 1 e 2 ficaram com Lucas di Grassi e Átila Abreu, respectivamente. Na primeira disputa, Felipe Fraga largou da pole position e se sustentou na liderança até os pit stops, quando Di Grassi optou por não reabastecer – e só fazê-lo na segunda prova – e saiu à frente do piloto da Cimed, que fez a parada completa para troca de pneus e reabastecimento. Depois, coube a Lucas abrir vantagem para cruzar a linha de chegada com quase 11 segundos de diferença sobre o segundo colocado. Marcos Gomes completou o pódio na terceira posição.

“Nas primeiras voltas o carro não estava com bom desempenho, mas depois começou a crescer, talvez por eu ter conseguido preservar melhor o pneu prevenindo um desgaste maior em relação ao Fraga. Então comecei a atacar e entrei junto com ele nos boxes, o que foi importante, e a equipe fez um pit stop perfeito para que eu conseguisse sair na frente. A partir daquele momento foi só administrar – eu abria cerca de meio segundo por volta, e foi bem tranquilo. Ele tentou ficar perto, usando o push, mas não teve chance. Foi minha melhor corrida na Stock Car até agora, sem dúvida”, comemorou o piloto da Hero Motorsport, que conquista, em seu ano de estreia na categoria, sua terceira vitória na Stock Car.

Coincidentemente, as duas anteriores também foram conquistadas no Paraná – em Curitiba e Londrina, respectivamente. Em um bom final de semana, Júlio Campos completou na quarta posição, seguido por Gabriel Casagrande, Cacá Bueno, Rubens Barrichello, Thiago Camilo, Lucas Foresti e Rafael Suzuki, que conquistou o décimo lugar – e o direito de largar na frente na segunda prova – com uma ultrapassagem sobre Felipe Lapenna na última volta.

A segunda corrida teve Rafael Suzuki se sustentando muito bem na liderança apesar dos ataques de Thiago Camilo. O piloto da Bardahl Hot Car permaneceu à frente mesmo após a janela de pit stops. No entanto, depois de ter usado todos os seus botões de ultrapassagem, Suzuki não conseguiu manter a ponta e foi superado por Camilo e Julio Campos.

A prova teve três intervenções do carro de segurança. A primeira aconteceu após o acidente entre Gabriel Casagrande e Denis Navarro. Gabriel bateu forte no guard-rail e foi levado ao Hospital São Lucas com dores musculares para exames mais detalhados de precaução, embora já não tenha sido detectada nenhuma fratura. Depois, Diego Nunes bateu no muro da reta principal, forçando a segunda entrada do safety car; e a terceira – e decisiva – aconteceu após a batida de Bia Figueiredo na entrada da reta, a nove voltas do final.

O carro de segurança entrou na pista na última volta da janela de pit stops, enquanto Rubens Barrichello e Átila Abreu realizavam suas paradas. Barrichello teve problemas durante o procedimento, e Àtila saiu à sua frente. Com os carros na pista em ritmo mais lento pelo regime de bandeira amarela, o piloto do carro #51 surgiu na frente de todos os concorrentes.

A jogada de Átila deu tão certo que a bandeira verde de relargada só veio a três voltas do final. Tentando atacar, Thiago Camilo teve um problema momentâneo de câmbio (que reduziu sozinho da quarta para a segunda marcha em plena reta prinicipal) e Suzuki não tinha mais botões de ultrapassagem disponíveis. Julio Campos passou para a segunda posição, mas não havia mais tempo de atacar. Assim, Abreu cruzou a linha de chegada em primeiro, menos de um segundo à frente de Campos, que com o quarto lugar na primeira prova terminou como o maior pontuador da etapa de Cascavel. A Rafael Suzuki restou o consolo de fechar o pódio na terceira posição.

“Demorou um pouco para todo mundo entender que eu era o novo líder. Tanto que fui eu que avisei a equipe. Reagrupamos e eu só esperava um pódio, porque quem estava atrás era mais rápido. O Thiago teve um probleminha, o Suzuki não tinha mais push, e acabou dando certo. Temos de acreditar até o fim, e só tenho de agradecer a equipe, aos patrocinadores e ao público que encheu as arquibancadas do autódromo para torcer pela gente”, disse o vencedor, após uma corrida em que contou com muita sorte em um final de semana pouco competitivo, nas palavras do próprio piloto. Thiago Camilo ainda terminou a prova em quarto lugar, seguido de Cacá Bueno, Max Wilson, Felipe Fraga, Antonio Pizzonia e o argentino Esteban Guerrieri completando os dez primeiros da prova.

FOTO: SITE OFICIAL DA STOCK CAR

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