Guaçuano e ASB: reunião na Federação

Em agosto, a ASB Sports Management divulgou nas redes sociais uma parceria com o Clube Atlético Guaçuano. Com o clube afastado das competições da Federação Paulista de Futebol desde 2014, os torcedores do Mandi viram uma luz no fim do túnel. No dia 9 de setembro, o site www.jornalgrandejogada.com.br, publicou com exclusividade uma entrevista com Leonardo Serrano, um dos executivos da ASB. Um bate-papo longo e que clareou os planos da empresa com o clube.

Na terça-feira, 2 de outubro, Serrano e Israel Lanza, o Tamborim, presidente do Guaçuano, estarão na sede da Federação e receberão as informações sobre o tamanho da dívida do clube com a entidade. Eles manifestarão o interesse em disputar a Segunda Divisão do Paulista em 2019, além de torneios de base, como o sub20 e o sub17. A partir disto, a ASB irá avaliar se pode arcar com os valores e seguir com o planejamento para a parceria.

“Entendemos que, por ser uma necessidade a curtíssimo prazo, podemos bancar a dívida e ver se recuperamos de alguma forma. Não é o que queremos. Não queremos ser investidores e sim parceiros. Não queremos colocar dinheiro e impedir que o clube seja autossuficiente. Mas, sem pagar as taxas, o clube perde a filiação e aí o Guaçuano iria beirar, de vez, a falência”, explicou Serrano ao GRANDE JOGADA.

O empresário explicou que tem a intenção de mudar para Mogi Guaçu e fixar residência na cidade devido ao trabalho no Mandi. Porém, para isso, precisa da certeza de que o clube irá de fato voltar à ativa. Ou ao menos ficar mais perto da certeza. Outra burocracia a ser vencida após a quitação da dívida é a liberação do estádio Alexandre Augusto Camacho, que está interditado desde 2013, quando Walter Caveanha assumiu a Prefeitura.

A intenção é conversar com o poder público municipal, proprietário do estádio e encontrar as possibilidades de adequação às exigências das autoridades, como o Corpo de Bombeiros e a própria Federação. “A gente não sabe o tamanho do problema, pode ser pequeno. Eu não faço ideia. Pode ser um probleminha pequeno que rapidamente você resolve porque dependendo a gente cria alguma ação justamente para isto, para resolver este problema. A gente não sabe se a construção vai custar R$ 1 mil ou R$ 1 milhão. Eu vi o estádio do Mauaense, vi o estádio do Itararé, vi o estádio de Amparo. O Camacho é melhor e está interditado”, frisou Serrano, sem querer entrar em qualquer mérito político sobre o caso.

Serrano já afirmou que a ideia é criar um projeto que coloque crianças da cidade na ativa com a camisa do Guaçuano. No papel, ele diz ter o projeto ‘Mandizinho’, que para que seja feita a formação de alunos até o sub11. Há também “Bom na Escola, Bom de Bola”, que seria voltado para a parte social e para a parte de esporte educacional. Segundo o sócio-proprietário da ASB, o plano inicial é ativar o sub17, com um plano de disputar a Copa Ouro, torneio organizado pela Associação Paulista de Futebol. Ao mesmo tempo, levantar todas as forças para que o Mandi volte ao cenário profissional, disputando a Segunda Divisão, ao lado de clubes como Mogi Mirim EC e Esportiva Itapirense.

Outro ponto importante é que a ASB é a sigla de Academia Spal Brazil, vinculada à Spal, clube da elite do futebol italiano e projetos de intercâmbio com o time de Ferrara-ITA não estão descartados. Primeiro, claro, a retomada do Mandi precisa sair do papel. O empresário ainda explicou que a ASB não tem a intenção de assumir posição diretiva no clube e que a parceria funcionaria como suporte profissional de gestão ao grupo encabeçado por Israel Lanza. Além da regularização junto à Federação e a liberação do Camacho, o clube ainda precisa oficializar a composição diretiva já que, desde o final de 2016, não há uma diretoria registrada oficialmente. Ou seja, os passos para o retorno do Mandi estão sendo dados. Mas, ainda há muita água para nadar…

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