Vida Mais celebra aniversário e Itapira agradece

No próximo dia 7 de outubro, a Associação Centro do Idoso Vida Mais, em Itapira, celebra um ano de sua inauguração. Cada vez mais perto de completar seu primeiro ciclo, a entidade vai aniversariar, mas, quem ganhou o presente foi Itapira. A instituição foi erguida através da iniciativa solidária e do investimento de duas famílias. Hoje, o que os Schnitzer e os Colosso realizaram foi a melhora na qualidade de vida de centenas de famílias itapirense. Da família itapirense. É mais vida para mais de 300 associados (pessoas que frequentam o local).

Luiz Fernando Martins Schnitzer, Marisa Schnitzer, Roberto Colosso e Maria Aparecida Martins Colosso são os nomes responsáveis pelo funcionamento de uma instituição que atende, de forma gratuita e sem fins lucrativos, pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Para tirar o sonho da teoria e o transformar em prática, o Vida Mais conseguiu, primeiramente, a doação da Prefeitura do terreno, que fica na rua Farmacêutico Antônio Serra, nº 345.

Mas, de nada seria o concreto, não fosse o alicerce formado por funcionários e voluntários. A equipe multidisciplinar é encabeçada por Fernanda Schnitzer, a gerente geral e Pedro Henrique Martins, o assessor administrativo. A engrenagem funciona através do empenho de profissionais de várias áreas, como assistência social, gerontologia e educação física. Com um atendimento de primeira qualidade, o número de 250 associados ultrapassou a marca de 300 em poucos meses.

É possível aumentar? Sim! Para isso, também é necessário que mais itapirenses doem uma parcela do seu tempo para uma causa nobre. O Vida Mais não nasceu para substituir ou confrontar o conceito das casas de repouso e asilos. A entidade é um caminho alternativo para os membros da terceira idade que querem se manter ativos, cuidando da saúde e aprendendo coisas novas. Para exemplificar a mudança que o Vida Mais causou na vida das pessoas neste primeiro ano, nada melhor do que ouvir os grandes beneficiados pelo trabalho dos Schnitzer e dos Colosso.

A associada Maria Helena Sales Perez, de 78 anos, frisou que o Vida Mais realiza um trabalho diferenciado, com um perfil de atendimento que não existia na cidade. “Eu fui lá para aprender computação, eu não sabia nada e já aprendi bastante coisa. Todo mundo que está lá fala, que é uma maravilha”. Ela ressaltou ainda que é possível perceber que, independente das oficinas e atividades, cada associado evoluiu de maneiras diferentes. Mas, evoluiu. “Eu faço apenas computação e, para quem não sabia nada, nem ligar, agora está uma maravilha. Mas, é tudo muito bom. As companhias são muito importantes. Fiz novas amizades, dá para distrair. É um lugar diferente”.

Rosa Maria Valério Gomes também se diz encantada com o serviço prestado pelo Vida Mais. O termo usado para definir a instituição pode até parecer forte demais, mas, retrata a importância da semente plantada há um ano. “O Vida Mais é tudo para mim. Tudo o que fazemos, seja lá em qual parte, é para o nosso bem”. A associada de 61 anos realiza aulas de hidro de terça e quinta e ginástica de segunda e quarta, além de artesanato às segundas. “Mudou muito minha qualidade de vida. É ótimo para a cabeça também, para não ficar fechada, cuidando da casa o dia inteiro”, afirmou Rosa.

No caso dela, o Vida Mais chegou em um período complicado, já que acabara de perder a mãe meses antes. “Foi tudo de bom para mim mesmo. Foi a melhor coisa que aconteceu depois que perdi minha mãe”. Ela retrata que a convivência com os outros associados é fundamental, criando um cenário de relação social que é vital na terceira idade. Tanto Rosa quanto Maria Helena, se inscreveram na instituição desde o início das atividades, em outubro de 2017.

Já Ivanira de Lima, de 64 anos, conheceu a instituição mais recentemente, no começo de 2018. Após uma consulta no CAIS (Centro de Atendimento Integrado de Saúde), que fica próximo ao Vida Mais, ela passou enfrente ao prédio e ficou curiosa. Resolveu entrar, conheceu o trabalho oferecido e resolveu se inscrever. O nome ficou na lista de espera e ela iniciou as atividades no dia 21 julho. Hoje, está inscrita na oficina de memória. “É muito bom. Tem quebra-cabeça, livros, caça-palavras. Adoro caça-palavras”. Ivanira frisou que o atendimento é de alta qualidade, tanto dos professores, quanto dos demais colaboradores. “É muito profissional, um trabalho diferenciado. Tudo muito limpíssimo, de primeira”.

Seja lá qual for a visão, a necessidade suprida, o novo conhecimento agregado, o fato é que o Vida Mais foi construído para os associados e eles estão recebendo tudo aquilo que os idealizadores projetaram quando decidiram investir tempo e dinheiro no Vida Mais. Foram mais de R$ 2 milhões direcionados para uma obra que vai muito além do prédio bonito. A beleza do Vida Mais está no coração de quem acredita que ajudar o próximo não é gastar, é agradecer. Foi assim, desejando retribuir tudo o que Itapira proporcionou às duas famílias, que os Schnitzer e os Colosso escreveram um capítulo importante para a história da cidade.

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