Rivaldo e outros réus viram alvos de perícia contábil

Distribuído em 5 de novembro de 2015, o polêmico processo que visa o retorno dos centros de treinamento do Mogi Mirim ao patrimônio do clube, deixando assim de pertencer a Rivaldo Ferreira, ex-presidente, segue em andamento e deve ter novidades nos próximos dias. A ação está correndo na 2ª Vara Cível da cidade, sob a responsabilidade da juíza Fabiana Garcia Garibaldi.

No dia 5 de setembro, ela intimou o perito Rodrigo Damásio de Oliveira, de São Paulo, a apresentar, em 20 dias úteis, o laudo pericial nas contas bancárias de todos os réus envolvidos no processo. Entre eles estão o ex-jogador Rivaldo, a esposa dele, Eliza Kaminski Ferreira, seu ex-braço direito e procurador, Wilson Bonetti, o pai de Bonetti (Arnaldo Bonetti, que era o 2º tesoureiro quando da dação em pagamento que resultou na transferência dos CTs para o nome de Rivaldo), além do próprio Mogi Mirim Esporte Clube, o que coloca, no banco dos réus, o atual presidente Luiz Henrique de Oliveira.

O pente fino foi exigido pela magistrada. Um dos fatores que motivaram a perícia contábil nas contas foi a denúncia de supostas irregularidades envolvendo Rivaldo e uma empresa do Uzbequistão. Em depoimento realizado durante o processo, Bonetti afirmou que, em 2009 Rivaldo fechou parceria com a Zeromax GMBH, que também era dona do Bunyodkor, clube em que o jogador atuou de 2008 a 2010.

O conglomerado teria se comprometido a dar € 114.532 por mês (R$ 430 mil, em valores atuais) ao clube. Pelo contrato, o dinheiro seria depositado na conta do Mogi Mirim. A reclamação é que os pagamentos foram para conta de Rivaldo, que teria repassado as quantias ao clube como empréstimo. Em outubro de 2010, os pagamentos cessaram. A Zeromax GMBH entrou com pedido de falência. A defesa de Rivaldo, através do advogado Betellen Dante Ferreira, contestou veementemente as acusações.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Betellen afirmou que Rivaldo recebeu em sua conta apenas o salário como jogador do Bunyodkor e que o dinheiro da parceria entrou na conta do Mogi Mirim, constando no balanço financeiro do clube, sem passar pelo ex-jogador. As áreas localizadas em Limeira e em Mogi Guaçu foram transferidas a Rivaldo, que ainda era presidente do clube na época, como pagamento por uma dívida avaliada, pelo ex-jogador, em R$ 6.870.000. A assembleia que aprovou a transferência ocorreu no dia 10 de setembro de 2013, época em que Rivaldo avaliava a dívida do Mogi com ele em R$ 12.560.087,09.

Quase dois anos depois, quando renunciou ao cargo de presidente, passando o comando para Luiz Henrique de Oliveira, o ex-jogador reclamou uma dívida do Mogi de R$ 10,9 milhões, que deveriam ser pagos pelo clube em 20 parcelas iguais, durante 10 anos. De acordo com balanços financeiros, apenas a primeira parcela desta citada dívida teria sido paga a Rivaldo.

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