Fisio&Saúde: E agora?

Caroline Zacariotto Silva*

A necrose asséptica da cabeça femoral, também conhecida como necrose avascular ou osteonecrose, atinge principalmente adultos jovens, na faixa etária de 30 a 50 anos, com prevalência sobre o sexo masculino.

Está doença pode ter causas múltiplas, que resulta na lesão da irrigação da cabeça do fêmur, levando à isquemia, o que ocasiona a morte de células ósseas e posteriormente evolui para necrose, provocando microfraturas e consequente deformação óssea, constituindo uma enfermidade progressiva. O uso de corticosteróides e o alcoolismo têm sido apontados como os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, podendo ser também de origem traumática, devido a fraturas, luxações.

O tratamento pode ser dividido em conservador e cirúrgico. Embora a artroplastia seja considerada o método padrão ouro de tratamento, sua indicação deve ser cuidadosamente estudada, assim como a de outros métodos conservadores e cirúrgicos não artroplásticos, avaliando cada caso de forma única, de acordo com o grau de lesão e o quadro clínico do paciente.

Apesar de ser mais conhecida e frequentemente relatada na cabeça do fêmur, outros ossos também podem ser acometidos, tais como o fêmur distal, úmero proximal, mandíbula, vértebras e ossos do pé ou da mão.

*Caroline Zacariotto Silva é formada em fisioterapia na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e possui cursos de pós-graduação lato senso e especialização na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

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