Ivan Albano vence e bate recordes no Ultraman do México

O mogimiriano Ivan Albano conquistou no domingo, 28 de outubro, o Ultraman do México. O triatleta, que é patrocinado pela Marangoni – Meiser, Join, AR, Fusion Bike Shop e Air Relax ainda quebrou o recorde da prova, que chegou à terceira edição em 2018. Líder da classificação geral quase que de ponta a ponta, o brasileiro inseriu mais um feito importante à galeria de troféus. O Ultra MX 515, o Ultraman México, aconteceu de 26 a 28 de outubro, na cidade Fresnillo no estado de Zacatecas, no México.

De acordo com o triatleta, a preparação foi praticamente em torno de 10 semanas específicas, realizando alguns treinos chaves, com até 30 horas semanais no pico de treinamento, chegando a fazer um treino inédito de 221 quilômetros no rolo, com mais de 8h00 de duração. Esse foi o quinto Ultraman de Ivan Albano, que é o tricampeão da versão brasileira, o UB515km (em 2014, 2015 e 2016) e vice-campeão do Ultraman Flórida, realizado em fevereiro deste ano.

Na terceira edição do Ultra MX 515, 35 participantes, de oito países, desafiaram as condições climáticas, em uma das modalidades mais desgastantes do esporte mundial. No primeiro dia, foram 10 quilômetros de natação e 145 quilômetros de bike, em uma altitude que variava de 2.100 a 2.600 metros de altitude. No segundo dia, foi a vez de encarar os 275 quilômetros de ciclismo e, no último dia, 84 quilômetros de corrida, totalizando os 515 quilômetros de prova acumulada.

Após conquistar resultados importantes nos dois primeiros dias, Albano chegou à dupla maratona com pouco mais de uma hora de vantagem em relação ao segundo colocado. Com uma largada boa e um bom ritmo na casa do 4 minutos e 30 segundos por quilômetro, um grupo de quatro corredores liderou os primeiros 5 quilômetros. O mogimiriano estava entre eles. Pouco antes do quilômetro 9, somente o mexicano Mario Vásquez conseguiu acompanhar o brasileiro, mas eles tinham muita corrida e um deserto pela frente.

Por volta da meia maratona, Albano se distanciou um pouco, mas, na marca da primeira maratona (42 quilômetros), o brasileiro foi ultrapassado pelo mexicano. A distância para os concorrentes diretos era grande e o mogimiriano administrou a vantagem durante o percurso. O brasileiro sentiu o ritmo e a altitude de 2.100 metros por volta do quilômetro 55, mas, entre momentos difíceis e algumas caminhadas, a linha de chegada era o que interessava.

Ao final, na raça, cruzou a linha de chegada na segunda colocação, em 7 horas e 31 minutos, nove minutos atrás de Vásquez e conquistando a classificação geral em 23 horas, 22 minutos e 30 segundos, novo recorde do Ultra MX 515. Michael Nunez, com 25 horas, 26 minutos e 31 segundos foi o segundo colocado e Valentin Sanjuan, com 25 horas, 54 minutos e 28 segundos, o terceiro.

RECORDE | Ivan Albano bateu o recorde na prova de ciclismo do Ultraman do México | Foto: Luiz Otávio Bueno

SUPERAÇÃO

Em um bate-papo exclusivo com o GRANDE JOGADA, Albano destacou a superação. Após bater o recorde da prova no primeiro dia e virar na liderança, teve um sábado com contratempos e superação durante os 275 quilômetros do ciclismo. “Tivemos a dificuldade da altitude e o relevo. Largamos com frio e esquentou durante o dia e esfriou novamente, já que nessa região prevalece o clima de deserto”, contou o triatleta.

Albano relembrou ainda que, quando estava na liderança, por volta do quilômetro 50, teve problemas com o GPS, se perdeu e ficou atrás do pelotão de frente. “Tive um problema com o GPS da bike e acabei me perdendo, o carro de apoio ficou perdido também e eu perdi uns 10 minutos para voltar”. O mogimiriano retornou na sétima posição e, após ficar nervoso, retomou a calma e, aos poucos, conquistou as posições, recuperando a ponta por volta do quilômetro 80. “Fiz muita força para retomar a ponta, sempre motivado e não desistindo nunca. E mesmo perdendo esses 10 minutos, consegui terminar o segundo dia quebrando o recorde do ciclismo”.

No terceiro dia, muito calor durante a dupla maratona, em que cruzou os primeiros 42 quilômetros na liderança, mas, no final, perdeu o ritmo, ficando com o segundo lugar. Nada que tirasse dele o quarto título em cinco ultramans disputados. “Quem sabe vem mais por aí”, disse o triatleta, que possui também 28 ironmans na carreira. “O ultraman é o ápice do triatlo. Com estas distâncias, até a gente acha meio inimaginável. Mesmo com toda a dificuldade, conseguimos quebrar o recorde e fazer este feito inédito para o Brasil. Tenho recebido muito carinho, principalmente do pessoal que faz este esporte e estou muito feliz por poder representar Mogi Mirim e o Brasil”.

Albano ressaltou ainda a importância do staff que o acompanhou na prova, garantindo uma correta hidratação e alimentação. “Eles me conhecem bem e chegaram à terceira vitória junto comigo. E esta, tem um gosto especial, porque viajamos para outro país e quebramos o recorde da prova”.

NA PONTA | O mogimiriano fechou a prova com um 2º lugar na dupla maratona | Foto: Luiz Otávio Bueno

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