Como a Esportiva foi na Copinha 2018?

A Copa São Paulo pode ser o maior torneio de base do país e ser marcado, ultimamente, pelo seu inchaço. Ainda assim, nenhum clube da cidade havia disputado a competição. O Itapira Atlético Clube foi ativo dentro do período em que o campeonato não passava das 50 agremiações e a Esportiva Itapirense reiniciou a sua trajetória sem dar maior atenção à base e sim ao profissional.

Desde 2017, com a mudança na gestão do clube, o olhar para a formação se tornou mais atento e uma das primeiras lutas da nova diretoria foi brigar para abrigar a Copa São Paulo. Era a única forma de entrar na disputa, já que clubes que estão fora da Primeira Divisão do Paulista (A1, A2 e A3) só atuam na competição se sediarem jogos.

A diretoria brigou, contou com a força política de figuras como o deputado Barros Munhoz (PSB) e o prefeito José Natalino Paganini (PSDB) e convenceu a Federação Paulista de Futebol (leia mais na página 11). O desempenho na estreia, porém, tem conexão direta com o trabalho feito em 2017. Com o técnico Reginaldo Lima e o coordenador da base Luiz Fernando Moraes, a Vermelhinha iniciou a captação de valores do zero e formou uma base sólida, que venceu, pela primeira vez, a Segunda Divisão do Paulista Sub20.

O título ajudou a dar confiança para o time jogar a Copinha e com a base mantida, o grupo deu resultado em campo. Na estreia, vitória por 3 a 2 sobre o Estanciano-SE. Depois, empates com Volta Redonda-RJ e Fortaleza-CE, ambos por 2 a 2. A vaga em segundo lugar não impediu a torcida de reconhecer o time era superior a rivais com mais tradição no cenário nacional e, nas quartas de final, uma nova pedreira.

A equipe recebeu o Avaí, no Chico Vieira. A derrota por 3 a 2 terminou com pressão pela igualdade e a sensação de que o time poderia ir mais longe. De toda forma, os garotos do Coelho caíram diante de um time que eliminou times como o Corinthians e só caiu, nas quartas, para o futuro campeão Flamengo-RJ. Atletas chamaram a atenção de observadores e foram negociados, como o meia Denílson, hoje no Flamengo-RJ e o lateral Felipe, no Avaí. No resumo da ópera, a Esportiva mandou bem em 2018.

ESTANCIANO

Na primeira rodada, duelo contra o clube menos conhecido da chave e vitória suada. Neto abriu o placar para o Estanciano-SE, mas Luan empatou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Guilherme Morales virou, aos 6 e Luan, fez seu segundo gol, aos 12. Elias ainda descontou, mas a Esportiva Itapirense venceu por 3 a 2.

VOLTA REDONDA

A primeira vitória deu confiança, mas o time repetiu erros da rodada inicial. PV fez 1 a 0 para o Volta Redonda-RJ logo no primeiro minuto de jogo. Denilson (aos 12) e Danilo (aos 42) viraram antes do intervalo, mas, aos 42 da etapa final, Motor empatou para o Voltaço. Mesmo assim, time manteve invencibilidade no torneio.

FORTALEZA

Desta vez, a Vermelhinha abriu o placar, com Caio, aos 28 do primeiro tempo, mas Zanati, aos 46, empatou. Na etapa final, Danilo recolocou a Vermelhinha em vantagem, mas Jayson, aos 37, fez 2 a 2.  A igualdade classificou a Vermelhinha, mas em segundo lugar, com a liderança ficando na mão do Volta Redonda.

AVAÍ

Dois gols logo no começo do jogo, marcados por Alisson e Santarém, desanimaram a Esportiva, que ainda viu Santarém marcar 3 a 0 aos 9 da etapa final. Porém, o clube reagiu, com Danilo, aos 19 e Matheus, em um golaço, aos 37. Nos minutos finais, muitas chances e, mesmo com a eliminação, o time empolgou a torcida.

Next Post

Coluna da Elaine: Evite exageros no fim de ano

seg dez 24 , 2018
Natal e Ano Novo já sabemos muito bem como é que é, né! Uma comilança só, depois vem aquelas promessas de começo de ano de quem vai seguir dieta, se exercitar e nem sempre é assim. O ideal é evitar exageros, para começar o ano sem peso extra. Fique atento […]