Liberar Vail Chaves é uma das barreiras para 2019

O Mogi Mirim Esporte Clube está perto de concluir o pior ano de sua história. Pela primeira vez, o clube foi rebaixado para o último nível do futebol estadual. O Sapão também perdeu sua vaga nas competições nacionais, com a eliminação precoce na Série D do Campeonato Brasileiro. Por conta de toda incompetência administrativa, está inativo no futebol profissional desde o dia 27 de maio, quando jogou a sexta rodada da primeira fase da Série D e, ironicamente, fechou o ano com a única vitória em torneios nacionais.

Este também foi o ano em que o clube abandonou de vez a sua casa. O estádio Vail Chaves aparece como interditado desde 31 de outubro de 2017 no site da Federação Paulista de Futebol. O AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) venceu nesta data. Depois, ainda caíram os laudos de prevenção e combate a incêndios (21/11/2017), segurança (04/12/2017), condições sanitárias e de higiene (06/02/2018) e, por último, a vistoria de engenharia (28/08/2018).

Entre os vários problemas apontados, está a interdição da arquibancada ao lado direito da cabine de imprensa que está comprometida há quase dois anos. Com este problema, o clube jogou como mandante em Itapira na Série A3. Na Série D, chegou a conseguir fazer um jogo com portões fechados, mas, depois, atuou em Águas de Lindóia e em Limeira.

DIRETORIA

Já se passou mais de um ano da interdição e nada de solução por parte do ainda presidente Luiz Henrique de Oliveira. O dirigente passa por um processo jurídico que solicita o seu afastamento e, de acordo com as partes envolvidas, a Justiça local só deve proclamar uma decisão no começo de 2019. Até lá, a torcida espera que os novos gestores resolvam o problema do Vail Chaves.

Mario Choi e Diego Medeiros assumiram em conjunto a administração do Sapão, em uma terceirização assinada em maio e que tem validade até 2022. Até lá, são eles os responsáveis por darem andamento a todos os setores do Mogi Mirim e o estádio é um dos mais importantes. Eles já garantiram, inclusive, que o foco é a disputa da chamada Bezinha e que liberar o estádio está entre as prioridades.

Isso porque, segundo o regulamento da Federação, para jogar a Segunda Divisão Sub23, as equipes precisam, obrigatoriamente, estar com o estádio regularizado. Em 2017, por exemplo, a Esportiva Itapirense ficou fora do estadual por conta da falta de laudos, o que deixou o clube inativo durante toda a temporada profissional.

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