Mogi Mirim EC: Cada vez mais um caso de polícia

No dia 14 de julho de 2015, Luiz Henrique de Oliveira assumiu a presidência do Mogi Mirim Esporte Clube. Não é necessário falar muito sobre como o clube foi destruído sob a batuta do carioca radicado em Guarulhos. Cinco rebaixamentos, fim de uma era em competições nacionais e um incrível período de ociosidade no calendário que jamais foi visto. O Sapão chegou ao fundo do poço e o clube, aos poucos, se transformou naquilo que melhor define a face de seu presidente: um caos.

Brigas na Justiça. Denúncias na Delegacia. Sem constatação posterior, afirmou que o clube teria sido vítima de ação em manipulação de resultados em duelo com o Votuporanguense, pela Série A2 de 2017. Casos de violência também foram levados à Delegacia de Mogi Mirim, assim como pichações no estádio e roubo de equipamentos nas dependências do clube. Situações em que, os próprios dirigentes, chegaram a ser acusados de serem os responsáveis.

O caso mais recente levou vários membros de um grupo que faz oposição a Luiz Henrique à Delegacia de Polícia.

Antonio Rafael Assim, Cristina Mansur, Ernani Luiz Gragnanello, Henrique Stort, , Luiz Guarnieri, Marco Aurélio Pinto, Rogério Manera eTiago Durante foram convocados a depor. Os empresários Cristiano Rocha e Victor Manoel Simões, também serão chamados. Todo o processo ocorre por conta de uma assembleia geral convocada pelos depoentes em 2017. Por se considerarem sócios do clube, eles determinaram o afastamento do presidente e de toda a diretoria e configuraram uma nova diretoria do clube. Manera, por exemplo, foi eleito o presidente e Rocha, o vice. A validade da destituição com eleição da nova chapa é discutida na Justiça e uma decisão deve ser publicada ainda no começo deste ano.

De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira (11), pelo Jornal O Popular, há ainda documentos que são apontados por LHO como falsos. Eles foram apresentados após a juíza Maria Raquel Neves negar reconhecer a destituição por considerar não ter havido comprovação da condição de sócios dos autores. Outra acusação foi sobre Manera ter obtido um extrato da conta bancária do clube se apresentando como presidente. Em depoimento, Manera admitiu ter retirado o extrato, visando conhecer a situação financeira do Mogi, pois alega que na época era presidente, inclusive com a ata de eleição sido registrada em cartório e analisada pelo departamento jurídico do banco.

As fichas de filiação apontadas como falsas por Oliveira são datadas de 17 de dezembro de 2015, período em que Victor ficou como presidente do clube, por dois dias, após afastamento revertido de Luiz. As fichas têm a assinatura de Victor. Luiz reassumiu no dia 18. Entre os nomes, o único que não teve a ficha questionada foi Stort, cuja proposta de sócio é antiga. Porém, Stort foi questionado por ter reconhecido a condição de sócios dos demais, o que reiterou à Polícia Civil. No depoimento, Stort chegou a mostrar uma antiga carteirinha de vice-presidente, condição que para ser exercida exige a condição de associado.

O depoimento de Luiz foi dado à Polícia por carta precatória, com o dirigente ouvido em Guarulhos. Nos depoimentos de quinta-feira, ao escrivão Junio de Jesus Coutinho Souza, os opositores garantiram que eram sócios antes da gestão Oliveira e que preencheram uma nova ficha, assinada por Victor, pois Luiz teria desaparecido com as documentações antigas de associados.

Após a fase de depoimentos, o delegado Paulo Roberto Agostinete irá concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público. A promotoria poderá arquivá-lo ou oferecer denúncia à Justiça contra os opositores. Há ainda a possibilidade de o MP acionar contra Luiz por denunciação caluniosa se considerar que houve falsidade nas acusações. Nos depoimentos, os opositores disseram ter conhecimento da tramitação de processos contra Luiz por gestão fraudulenta.

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